<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451</id><updated>2012-01-03T12:33:41.630-02:00</updated><category term='cueca'/><category term='poesia do cotidiano'/><category term='poesia'/><category term='cachorro que desvenda mistérios'/><category term='escritório'/><category term='cavalo'/><category term='michael jackson'/><category term='sociedade organizada'/><category term='piada'/><category term='oscar'/><category term='pedra'/><category term='poema'/><category term='amor'/><category term='empregado'/><category term='prêmio nobel'/><category term='ditado'/><category term='referências'/><category term='Deus'/><category term='galo'/><category term='dona aranha'/><category term='nudez'/><category term='ficção'/><category term='chefe'/><category term='aventura'/><category term='grécia'/><category term='física'/><category term='turba enfurecida'/><category term='tempo'/><category term='brilhante'/><category term='física quântica'/><category term='lago'/><category term='universo'/><category term='rádio'/><category term='existencialismo'/><category term='nonsense'/><category term='olhar'/><category term='mulheres'/><category term='filme'/><category term='gênio'/><category term='frango'/><category term='bode'/><category term='futuro'/><category term='morte'/><category term='frase de efeito'/><title type='text'>Nenhum de Nós Vale Nada</title><subtitle type='html'>André, Alexandre e Diogo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-2002824069271509142</id><published>2010-03-11T14:09:00.000-03:00</published><updated>2010-03-11T14:10:00.465-03:00</updated><title type='text'>"Depois de algum tempo"</title><content type='html'>Por Diogo Cronemberger&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Depois de algum tempo, ele entendeu que não podia continuar daquele jeito. Era preciso dar um basta. Seu nome era José Eduardo. Nome simples, porém composto. Assim era ele. A estatura era mediana. Os olhos eram castanhos como a asa da graúna, que não era castanha. Os olhos eram. As meias eram furadas, mas isso ninguém via. Ninguém sabia. Ninguém o via por dentro. Ninguém sabia de nada. Ninguém sabia da vontade de morrer. O outro é sempre um mundo, mundo esse que nunca conheceremos, terra eternamente prometida para os exilados que somos de um paraíso que nunca foi perdido, pois que nunca antes ganho. Os outros são mares nunca dantes navegados. Nunca depois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;José Eduardo acordava todo dia bem cedinho, e todo dia se dirigia ao ônibus. Dirigia-se a pé. A caminhada era longa, as meias eram furadas, mas isso ninguém via. Todos viam um rapaz bem-apessoado, como diziam as velhinhas. Um rapaz tímido, bonitinho, sorridente, desses que sempre seguram a porta do elevador. Um rapaz cheio de obrigado, de por favor, de por nada. Por nada, porque criado assim. José Eduardo estava crescido, nele crescera barba, barba sempre escanhoada, era um rapaz de família. Mas quase toda a família tinha morrido, exceto a mãe. Na família, crescera uma árvore, árvore sempre podada: o jardineiro do cemitério era zeloso. Na mãe, nada mais cresceu por muito tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;José Eduardo era zeloso, jardineiro de seu cemitério de mortos-vivos. Cuidava da aparência, das relações aparentes. Tudo parecia bom. Ele aparecia bem. Todos gostavam dele. Ele gostava de todos, e gostava de que gostassem, mas no fundo não gostava de alguma coisa, de alguma coisa que era tudo, e resolveu desaparecer. Mal desapareceu, nada aconteceu. A realidade seguiu seu rumo. Só a mãe chorou muito. Rasgara-lhe o peito. O peito crescera muito, depois de tudo, depois de velha. E ele, que era ele, e que não era outro, continuou com sua própria realidade, e chorou muito também. Era ele. O problema devia ser ele. Ele sozinho, sorrindo para fantasmas em vez de zumbis, outro tipo de terror, ele preso ao passado, ele com vontade de morrer. Navegar é preciso. Peito sangrando, mar vermelho, banheira antiga e vermelha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;Depois de algum tempo, ele podou seus punhos com uma navalha. Basta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-2002824069271509142?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/2002824069271509142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=2002824069271509142&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/2002824069271509142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/2002824069271509142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2010/03/depois-de-algum-tempo.html' title='&quot;Depois de algum tempo&quot;'/><author><name>Diogo Cronemberger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01858123063014147748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-2404533912963668505</id><published>2010-03-11T14:08:00.001-03:00</published><updated>2010-03-11T14:08:59.851-03:00</updated><title type='text'>"Patrícia e os passarinhos"</title><content type='html'>Por Diogo Cronemberger&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Era uma vez uma linda jovem chamada Patrícia. Cabelos negros, pele alva, olhos grandes e expressivos. Ela gostava de passarinhos, ela amava os passarinhos, pois eram graciosos, frágeis e belos. Geraldo, por sua vez, matava passarinhos. Motivo não havia. Conheceram-se em uma festa junina promovida pela prefeitura da cidadezinha onde viviam. Começaram a namorar. Depois de duas semanas de beijos e carícias, de repente, não mais que de repente, Geraldo pegou seu bodoque e mais um passarinho morreu neste mundo. Patrícia começou a chorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Geraldo começou a falar, mas ela não queria ouvir. Ele falou do mesmo jeito, e falou muito, e disse que matar passarinho era normal, que não queria ouvir aquele escarcéu. Ela perguntava o motivo, mas motivo não havia. Motivo não havia, mas motivo ele inventou: é para dar de comer aos necessitados. Ela parou de chorar depois de algum tempo e disse que então entendia. Sim, ela entendia. Teve fim o escarcéu, voltou a normalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assim, durante duas semanas que se seguiram, Geraldo ensinou Patrícia a usar a arma, e ela se transmudou em exímia matadora de passarinhos. Rolinha, andorinha, bem-te-vi. Não sumiam, não andavam, não se escondiam. Morriam. Porém, não morriam em vão. Seu Antenor ficava agradecido. Todos os necessitados ficavam agradecidos. Patrícia ficava feliz, e agradecida. Geraldo matava passarinhos, e era um homem bom. Depois de um ano, ele conheceu Sara, que, aliás, era prima distante de Patrícia. O namoro acabou imediatamente, e Patrícia chegou à conclusão de que seu amado não era tão bom na verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Continuou matando passarinhos por algum tempo, depois parou e resolveu ajudar a mãe com a confecção. Patrícia ficava feliz, a mãe ficava agradecida. Isso era importante para as duas. Ela sabia que isso era bom. Passaram-se os anos, muita coisa mudou, Patrícia teve muitos namorados. No entanto, ela continuava graciosa, frágil e bela como os passarinhos que aprendera a matar. Por fim, se casou com um advogado muito competente, um ótimo marido, e teve quatro filhos – dois casais. Patrícia amava seu marido, Patrícia amava seus filhos. Ela se sentia bem com eles. Mas algo estranho aconteceu: um dia, do nada, Patrícia começou a chorar. Motivo não havia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-2404533912963668505?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/2404533912963668505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=2404533912963668505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/2404533912963668505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/2404533912963668505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2010/03/patricia-e-os-passarinhos.html' title='&quot;Patrícia e os passarinhos&quot;'/><author><name>Diogo Cronemberger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01858123063014147748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-6630150491385051722</id><published>2010-03-11T14:06:00.000-03:00</published><updated>2010-03-11T14:07:54.500-03:00</updated><title type='text'>"Era uma noite"</title><content type='html'>Por Diogo Cronemberger&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Era uma manhã de domingo. Recebi um telefonema. Não, acho que era sábado. Uma manhã de sábado. Um telefonema. Um assassinato. Meu nome é Figueiras. Sou um detetive particular. Moro na cidade de São Paulo. Tenho um filho que nunca conheci. Uma noite com uma prostituta. O rapaz já deve ter vinte e um anos. Ou moça. Não sei. Não sei se nasceu. Um assassinato. Sei que Sabrina Mascarenhas morreu. Na noite de sexta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sabrina Mascarenhas era linda. Uma moça linda. Jovem. Alegre. Cheia de cortes. O pai disse que mataria o responsável. Eu não disse nada. Comecei meu trabalho. Gosto de pensar enquanto ando. Angélica, Consolação. Concentração. Assalto. Só prestava atenção aos detalhes que não cansava de percorrer mentalmente. O fato é que percorria um trecho perigoso do caminho escolhido por meu cerebelo. Não tive escolha a não ser seguir em frente, sem vinte e poucos reais no bolso, com mais algumas coisas na cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Era a tarde da quarta seguinte. Talvez não. Agora pouco importa. A barba, que só fizera na manhã de domingo, depois de um longo tempo, já crescera bastante. Eu me dei conta disso, mas era mais fácil deixar a barba para depois. Novamente. Era preciso pensar em Sabrina Mascarenhas. Era preciso pensar nas pistas. Quem mataria uma moça tão linda, tão jovem, tão alegre? Eu não conseguia parar de pensar. Pensava nos momentos errados. Pensava na cozinha. Pensava no banheiro. Pensava novamente, e novamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sabrina Mascarenhas estava morta, coberta pelo próprio sangue. Faca e cacos de vidro. Sangue nas paredes. Sangue no chão. Sabrina estava morta, mas demorou a morrer. E morreu tão jovem... Eu estava obcecado. Era mais fácil deixar o jantar para depois. Depois já era tarde. Era mais fácil deixar o sono para depois. Depois já era cedo. Os dias passavam, e eu continuava no mesmo ponto. Eu andava muito, mas não saía do lugar. O caso nunca seria resolvido nem por mim nem por ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Era uma manhã. Isso sim. Outro telefonema. O pai de Sabrina tinha morrido. Era uma manhã de poucos meses depois. Acidente de trânsito. A mãe me disse que meus serviços não eram mais necessários, que nada traria sua filha de volta. Eu fiquei perplexo. Fiquei sem saber o que fazer. Augusta, Frei Caneca. Uma noite com um travesti. Perguntou se eu tinha filhos e disse que, com ela, eu não teria que me preocupar com isso. Andei pela noite. Não fui assaltado. Segui em frente, sem vinte e poucos reais no bolso e com um só pensamento na cabeça: Sabrina Mascarenhas era linda, e estava morta. E nada mudou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-6630150491385051722?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/6630150491385051722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=6630150491385051722&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6630150491385051722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6630150491385051722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2010/03/era-uma-noite.html' title='&quot;Era uma noite&quot;'/><author><name>Diogo Cronemberger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01858123063014147748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-2225418185330250905</id><published>2010-03-11T13:59:00.004-03:00</published><updated>2010-03-11T14:06:37.531-03:00</updated><title type='text'>"O jardim"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'lucida grande';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;O jardim tinha um perfume inigualável. Era a dama da noite. Entre as inúmeras plantas, era ela. Que cheiro! Inebriado, adormeci. Quando acordei, quis dormir para que chegasse a noite novamente. Infelizmente, dormi e nunca mais acordei. Sempre disse que queria morrer assim, sem sentir nada, mas não tão rápido. Não tão rápido... Queria poder cheirar mais uma vez. Queria poder morrer cheirando. Não precisava ser a dama da noite. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Mas aquele jardim realmente tinha um perfume inigualável. Quando o visitei pela primeira vez, foi com minha família. Achei um lugar imenso. Quando cresci, continuava grande, mas deixou de ser imenso. Nunca deixou, entretanto, de ter um perfume inigualável. Era a dama da noite. Não precisava ser a dama da noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Agora que morri, sempre penso em uma história em que nunca pensava quando estava vivo. É a história da festa no céu, do sapo que foi a uma festa só para animais que podiam voar, do sapo que se escondeu na viola do urubu para chegar ao céu, do sapo que depois caiu do céu e se espatifou nas pedras. Quem me contou essa história foi minha tia. Eu era pequeno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Grande, mas não imenso, sei que não existe festa, não existe convite, não existe céu. Mas existe uma vontade enorme de se espatifar nas pedras, ou de entre elas pular como sapo de jardim, como sapo daquele jardim, daquele jardim de perfume inigualável. Mas agora sou comida de urubu. Que cheiro!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height:150%; Garamond&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-2225418185330250905?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/2225418185330250905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=2225418185330250905&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/2225418185330250905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/2225418185330250905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2010/03/o-jardim.html' title='&quot;O jardim&quot;'/><author><name>Diogo Cronemberger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01858123063014147748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-3599560485734665648</id><published>2010-02-01T12:43:00.005-02:00</published><updated>2010-05-06T10:34:31.370-03:00</updated><title type='text'>Zombie - Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:42.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Essa é uma história de zumbi. Não uma história de zumbis, no plural, mas de zumbi. Um único zumbi. O único zumbi. E seu nome era Zombie. Seu nome era assim, em inglês, porque o sonho de Zombie era ser americano. Mas o pobre zumbi era brasileiro, e vivia numa cidadezinha do Nordeste. Além de tudo, ele era odiado por toda a comunidade, afinal ele era um zumbi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Padres e pastores freqüentemente o atormentavam, tentando exorciza-lo, expulsar os demônios de seu corpo decrépito. Mas o que esses homens não entendiam era que Zombie não sofria de nenhuma dessas duvidosas mazelas. Ele era apenas um morto que esqueceu de se deitar. Existem muitos assim vagando o mundo, a única diferença é que Zombie recusa-se a se deitar há muito mais tempo do que a maioria, então sua decrepitude é mais evidente. Mas, pensando bem, nem tão mais evidente assim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Ele não tinha família, não tinha amigos e nem lhe passava pela cabeça a possibilidade de arranjar uma namorada que fizesse um cafuné em seu escalpo semi-apodrecido (modo de dizer, esse negócio de ‘nem lhe passava pela cabeça’ – na verdade lhe passava quase o tempo todo pela cabeça justamente isso, mas apenas como um sonho impossível). Já está claro, então, que o pobre Zombie era triste, solitário, podre e pobre. Realmente muito pobre; não é à toa que a palavra aparece duas vezes na frase anterior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Um dia, não é de se surpreender, Zombie decidiu mudar de vida. Não mais suportaria essa (morte-)vidinha de merda. Iria se mudar para os EUA. Arrancou seu próprio estômago e com ele fez uma trouxinha onde colocou seus poucos pertences e uma marmita (na marmita levava cérebros de cães e gatos, que eram seus pratos preferidos na falta de um suculento cérebro humano).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Saiu pela estradinha de terra batida e foi a pé até a estrada principal, onde ficou horas com o dedão em riste, pedindo carona, até que seu dedão literalmente apodreceu e caiu. P&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;recavido e inteligente como sempre fora, nosso amigo Zombie anda sempre com um tubo de super-bonder guardado em sua bolsa escrotal (zumbis não usam roupas, então usam as partes do corpo como compartimentos. Nada mais lógico do que usar a bolsa escrotal como... uma bolsa).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Grudou de volta o supracitado dedão e manteve-o levantado, mas o tempo se passava e ninguém parava para Zombie. As horas viraram dias e os dias semanas. Já fazia quase um mês que pedia carona naquele lugarzinho na estrada, quando um caminhão parou. Não para Zombie, mas para a prostituta que passou, aquele dia, a fazer ponto naquele local.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Zombie ficou puto da vida, e vendo aquela libertinagem, somada ao fato de que todos o ignoravam, resolveu largar de ser um zumbi bonzinho. Matou e comeu os cérebros do caminhoneiro e da prostitua. Gostou mais do da prostituta, pois tinha sabor de morango.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Depois da refeição, nosso herói entrou no caminhão e saiu pela estrada. Foi nesse ponto que ele se deu conta de que não entendia nada de geografia, e por isso não sabia onde ficavam, nem a quantos quilômetros ficavam, e nem mesmo tinha total certeza se realmente existiam, os EUA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Seguiu estrada à frente, pensando no que fazer. Então viu um sujeito parado no acostamento. Era um motoqueiro, e usava uma jaqueta de couro marrom e uma calça jeans velha e surrada. Sua moto, que certamente fora de muita qualidade em tempos de outrora, hoje idosa e acabada - com uma aparência quase tão podre quanto a de nosso herói Zombie - estava visivelmente incapaz de seguir viagem. E é por isso, supõe-se, que o tal motoqueiro pedia carona naquele fim de tarde, já quase noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Zombie, vendo a si mesmo ali na beira da estrada, parou o caminhão e deixou entrar aquele que viria a ser seu primeiro, único e, portanto, melhor amigo. Que, aliás, não se abalou com a aparência nem com o cheiro de cadáver de Zombie. De fato, o novo passageiro fedia mais ainda do que o morto-vivo. Uma mistura de cheiro de gasolina com cigarro, suor, cerveja e fanta uva. Cumprimentou Zombie e agradeceu com poucas palavras. Zombie perguntou se não queria levar a moto na carreta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Deixa essa merda aí, respondeu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;E assim fizeram. Deixaram essa merda aí, para nunca mais vê-la novamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0cm"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0cm"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-3599560485734665648?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/3599560485734665648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=3599560485734665648&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/3599560485734665648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/3599560485734665648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2010/02/zombie-capitulo-1.html' title='Zombie - Capítulo 1'/><author><name>Alexandre Gabarra Marcati</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-oVFIQGTxRIs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAZo/cpsWnDzicY4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-3734798982984590110</id><published>2009-08-23T16:01:00.001-03:00</published><updated>2009-08-23T16:02:21.977-03:00</updated><title type='text'>"Pra quem nasceu pra brigar"</title><content type='html'>Por Alexandre G. Marcati&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sem temor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que ele enfrenta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;seu tumor&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-3734798982984590110?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/3734798982984590110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=3734798982984590110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/3734798982984590110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/3734798982984590110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2009/08/pra-quem-nasceu-pra-brigar.html' title='&quot;Pra quem nasceu pra brigar&quot;'/><author><name>Alexandre Gabarra Marcati</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-oVFIQGTxRIs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAZo/cpsWnDzicY4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-3175174078607232477</id><published>2009-06-23T21:38:00.000-03:00</published><updated>2009-06-23T21:39:32.211-03:00</updated><title type='text'>"Soneto alexandrino para meu amigo Alexandre"</title><content type='html'>Por Diogo Cronemberger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamento distante, tudo quanto tenho.&lt;br /&gt;Saudade da princesa há pouco fabricada:&lt;br /&gt;Sozinha, encastelada, cana acre de engenho...&lt;br /&gt;Morto o fogo, o vestido roto, resta o nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantava, suspirava; o pai com duro cenho.&lt;br /&gt;O pai furou-lhe os olhos, pois de moça ousada.&lt;br /&gt;Não mais veria, tal como assum pouco inhenho,&lt;br /&gt;Experiente, sem janelas, desflorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como assum preto não: canto era pranto.&lt;br /&gt;Não cantava, mas sangue chorava, qual fonte.&lt;br /&gt;Afogou-se, acabou-se, a quem amava tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cega moça-donzela às margens do Aqueronte,&lt;br /&gt;Que eu criei, que o pai matou, que ele é ,sim, meu manto.&lt;br /&gt;Alma não restou, só o óbolo de Caronte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-3175174078607232477?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/3175174078607232477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=3175174078607232477&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/3175174078607232477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/3175174078607232477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2009/06/soneto-alexandrino-para-meu-amigo.html' title='&quot;Soneto alexandrino para meu amigo Alexandre&quot;'/><author><name>Diogo Cronemberger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01858123063014147748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-6454898977170560502</id><published>2009-06-08T22:55:00.002-03:00</published><updated>2009-06-08T23:00:19.261-03:00</updated><title type='text'>"Joana Serrana"</title><content type='html'>Por Alexandre G. Marcati&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Joana Serrana,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subiu a montanha,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um tiro no ventre,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi enterrada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Joana Serrana,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subiu a montanha,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atirei em seu ventre,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi enterrada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Joana Serrana,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Subiu a montanha,&lt;br /&gt;Seu filho no ventre,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi enterrado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Joana Serrana,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu filho no ventre,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enterrei na montanha,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Está acabado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-6454898977170560502?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/6454898977170560502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=6454898977170560502&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6454898977170560502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6454898977170560502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2009/06/joana-serrana.html' title='&quot;Joana Serrana&quot;'/><author><name>Alexandre Gabarra Marcati</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-oVFIQGTxRIs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAZo/cpsWnDzicY4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-8359790919780051486</id><published>2009-04-15T14:40:00.003-03:00</published><updated>2009-04-15T14:44:27.938-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Deus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='existencialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Julgamento - #1</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Por Alexandre G. Marcati.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A névoa espessa e a luz branca impediam que se visse qualquer coisa à frente do próprio nariz. Andou por alguns minutos naquele limbo, até encontrar um vulto. Uma voz grossa e imponente começou a falar, causando calafrios. A névoa começa a se dissipar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Você sabe onde você está?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não... parece um sonho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Você está morto, esse é seu julgamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A névoa agora já era fina o suficiente para ver que o vulto era um senhor alto, de barbas brancas. Não era preciso ser um gênio para ver que aquele era Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Do que sou acusado?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;De ser descrente. Você negou minha existência, não aceitou a minha palavra, recusou-se a Me amar. Não posso deixa-lo entrar no paraíso. Você irá para o inferno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não pode me deixar entrar no paraíso? Pensei que Você podia tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Bom... Tecnicamente Eu posso. Quis dizer que não era Minha vontade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Então, afinal de contas, tem uma coisa que Você não pode.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Eu posso tudo! Mas certas coisas Eu não quero!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Pois é, Você pode tudo, menos ir contra a Própria vontade!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não é verdade! Eu posso, mas não quero!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Só acredito vendo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:36.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Pois bem! Contra a Minha vontade, você há de entrar no paraíso!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Deus sacudiu sua varinha mágica e em um instante o ateu estava no paraíso, cercado de anjos e santos. Jesus andava calmamente pelas nuvens, abençoando a todos. Majestosos arco-íris cruzavam os céus e crianças brincavam tranqüilamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A eternidade estava apenas começando, mas não demorou muito para ficar evidente que aquilo era um tédio dos infernos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-8359790919780051486?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/8359790919780051486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=8359790919780051486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8359790919780051486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8359790919780051486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2009/04/julgamento-1.html' title='Julgamento - #1'/><author><name>Alexandre Gabarra Marcati</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-oVFIQGTxRIs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAZo/cpsWnDzicY4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-1683479701590399193</id><published>2009-02-27T18:08:00.004-03:00</published><updated>2009-02-27T18:15:07.847-03:00</updated><title type='text'>"Palíndromos"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pequeno Guilherme adorava palíndromos. Tudo começou com palavras simples, como “ovo”, “asa”, “esse”. Ouvia tais vocábulos (nos dois sentidos) como Kant percebia as flores. Eram belos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pequeno Guilherme cresceu, deixou de ser pequeno. Guilherme então. Ainda adorava palíndromos. Conheceu os clássicos: “Roma é amor”, “Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos”... Conheceu aqueles de outros idiomas: “Madam, I’m Adam”, “Atale, demoniaco Cain, ó me delata”... Começou a criar os próprios, bastante interessantes: “Assim, após a sopa, missa”, “Eva, admiro o rim da ave”...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A sofisticação crescia, assim como a reputação de Guilherme. Antes dos vinte e cinco anos, já se transformara no grande Guilherme, homem de palíndromos respeitado internacionalmente. Mas lhe faltava algo... Adoeceu. Ficou meses sem sair de casa. Quando melhorou, saiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passeando por um parque florido, inspirando ar puro, conheceu um palíndromo humano, talvez o mais belo que já conhecera. Anna. Tímido, queria puxar assunto, mas não sabia como. Pensou tanto que o pensamento se concretizou em palavras: “Amor, me ama em Roma? Somos seres, somos?” Anna: “Ahn? Desculpe, tenho que ir.” Guilherme: “Adias a data da saída!” Anna sorriu. “Mas o que quer de mim?” Guilherme: “Ana, case, esse é sacana!” Anna ficou perplexa. Guilherme: “Ato idiota... É... Desculpe, são os palíndromos...”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, iniciaram uma longa e atrapalhada conversa. As frases de Anna não eram perfeitas e sem sentido como aquelas de Guilherme. Eram engraçadas, tinham substância. Conversando sobre um filme dirigido por Aronofsky (enfim outro assunto que não palíndromos), ela disse: “Não use drogas, ou terá o braço amputado e dará o rabo em troca de uns trocados.” Realmente um final moralista. Guilherme morreu de rir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gostava de conversar com Anna. Gostava de Anna. Um palíndromo humano que mudou sua vida, causando uma confusão epistemológica e sentimental. Anna era sua nova flor. Era bela (em todos os sentidos). Encontraram-se mais vezes. Encontrar-se-iam mais (quem sabe?) não fosse uma recaída da doença. Palindromia. O grande homem dos palíndromos faleceu. Nunca mais ouviu Anna. Um final triste, mas realista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-1683479701590399193?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/1683479701590399193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=1683479701590399193&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/1683479701590399193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/1683479701590399193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2009/02/palindromos.html' title='&quot;Palíndromos&quot;'/><author><name>Diogo Cronemberger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01858123063014147748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-89847595055283134</id><published>2009-02-01T13:42:00.003-02:00</published><updated>2009-06-24T23:51:48.968-03:00</updated><title type='text'>"Encontro inusitado"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amigo de todas as horas e eu andávamos por uma estradinha de terra. O caminho era deserto, mas achávamos que o Lobo Mau não estaria por perto. A vida, no entanto, não cansa de nos surpreender. Chegando a uma encruzilhada, vimos o demônio. Sim, ele mesmo, e parecia com uma professora que tive no primário. Como todos sabem, esse ser abominável (o demônio) adora jogos, apostas, esse tipo de coisa. E ele fez a seguinte proposição: um concurso de textos, meu amigo e eu contra ele. Se ganhássemos, seríamos imortais. Passaríamos a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Como Woody Allen, acharia melhor atingir a imortalidade não morrendo, mas tudo bem. Se o demônio ganhasse, teria nossas almas. E algo mais... Única regra: nada de poesia, só prosa. Não achei que o demônio tivesse preconceitos, mas vivendo e aprendendo, não é mesmo? Parênteses: esqueci-me de explicar que éramos, meu amigo e eu, aspirantes a escritores. O concurso teria início quando perguntei: “E quem vai julgar?” O demônio disse: “Eu”. Comecei a rir. Ele fez uma cara amedrontadora. Parei de rir e fiz cara de amedrontado. Em seguida, meu amigo falou uma coisa muito engraçada, mas jurei que não contaria a ninguém. Mantenho o juramento. “E não tem um tema?” Não me lembro quem perguntou. Não havia. Céus, como é difícil criar livremente, tirar algo do nada, talhar uma pedra que não existe no meio do caminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o demônio escrevia, pedindo ajuda a escritores de envergadura que foram para o inferno, eu não sabia o que fazer. De repente, meu amigo sugeriu um repente. Tirou a viola e começou: “A gente não é jegue, a gente é intelijumento, vamo ganhar do Coisa Ruim, ó meu amigo, tome tento...” Eu, surpreso com a viola e o cantar nordestino, disse: “Não sabia que você... (Inspiração) Pois então agora é hora, vamo cantar aos quatro ventos, é o melhor texto do mundo, com palavras de cimento...” “Que seja um templo inquebrantável, resistente ao agourento, seja urubu, seja beata, arquitetura admirável do período Quatroccento...” “Cada vez melhor...” Ele, empolgado: “Adão conheceu Eva, a Eva conheceu o Adão, e no fruto proibido ela deu uma dentada, eu sou mesmo cabra macho, não permito isso não, e mulher feia e urubu comigo é na pedrada...” “Foi aí que começou tudo o que existe hoje em dia, o paraíso perdido nunca mais ninguém achou, é mulher traindo homem, lombriga e disenteria, é Van Gogh na pobreza e banda emo dando show...” Continuamos, continuamos, e a canção contou a história do mundo. E era maravilhosa! Um pouco machista, sim. Mas a boa arte é politicamente incorreta, como gostam de dizer os intelectuais. O texto mesclava o erudito e o popular, à maneira de um Guimarães, à maneira de um Cervantes... Ganharíamos o concurso. Imortais! Mais que isso, famosos, respeitados, talvez até ricos. Foi então que me dei conta: “Mas isso que a gente fez é poesia, caralho...” Meu amigo: “Ah, é...” E ficou tristonho. E nunca mais voltou a sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto do demônio, em prosa, era mais que maravilhoso. O último parágrafo é lindo e dá uma boa idéia: “Finalmente, caiu a noite, um véu negro e brilhante a esconder do deus Sol o triste destino daqueles dois homens. A tragédia se consumaria. Entreolharam-se, sem mais nada dizer. Chegaram às entranhas do inferno. Não havia escapatória. Seu longo trajeto, toda a sua história e as suas histórias, suas aspirações, tudo se transmudava em nada. Perderam a alma, e algo mais. Afinal, depois de tudo por que passaram, chegou, como sempre chega a todos, o fim.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-89847595055283134?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/89847595055283134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=89847595055283134&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/89847595055283134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/89847595055283134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2009/02/encontro-inusitado.html' title='&quot;Encontro inusitado&quot;'/><author><name>Diogo Cronemberger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01858123063014147748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-4714687565729312580</id><published>2009-01-28T12:26:00.002-02:00</published><updated>2009-02-01T13:46:48.046-02:00</updated><title type='text'>"Quinze anos"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiana tinha apenas quinze anos quando ele a conheceu. Uma menina. Dizer que tinha corpo de mulher é um clichê idiota. Não gosto. Melhor dizer: era uma réptil. Em breve descubro que isso também é um clichê idiota... Para o homem que amava as mulheres, aquele do filme do Truffaut, existiriam as altas e esguias e as maçãzinhas. Mas também existem as mulheres que se assemelham aos répteis. Não que sejam desprezíveis. Pelo contrário. Não me refiro ao figurado, mas à figura: aos olhos, ao nariz, aos cabelos, aos pés pequenos. Mais ou menos como Monica Vitti, aquela dos filmes do Antonioni. Fabiana era uma linda réptil adolescente. E ele já entrava no mundo adulto. Homem de negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma relação proibida pela lei, pela moral e os bons costumes, pelo IBAMA, por tudo e por todos. Acima de tudo por ele mesmo. Por sua consciência. Esperava que ela crescesse. Então, lhe fazia a corte, o que já andava fora de moda, ao passo que se tornava seu confidente de histórias amorosas. Ele achava engraçado tudo quanto acontecia com ela, sua capacidade de sempre se apaixonar por “bobos”, como ela mesma dizia, os arrependimentos constantes e o retorno, como um vício, a relacionamentos do mesmo tipo. Ela sempre dizia, de forma engraçadinha e com seu indefectível sotaque carioca: “Aleivosia master!” E ria gostoso. Ele dizia: “Tem que procurar um homem diferente.” No fundo, esperava que em pouco tempo ela o procurasse. Mas o tempo passou e isso nunca aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos se passaram. Maior de idade, ela continuou a mesma. Muito bonita, muito interessante, louca por homens iguais, “bobos”, deixando-o louco, ambos sofrendo. Quinze anos se passaram. Ela continuava a mesma. Continuava com quinze anos, infantil, “boba”. Se eu dissesse que ele continuou seu confidente por anos, que ele continuou sofrendo eternamente, a história seria apenas patética. Na verdade, ele até encontrou alguém especial. Casou-se com uma mulher diferente. Não a mulher de seus sonhos, mas uma mulher real, de muita carne e muito osso. Tornou-se um homem de negócios feliz. Contudo, tinha que confessar: jamais esquecera Fabiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente, Fabiana o esqueceu. Seguiram vidas separadas. Os sentimentos dele eram exacerbados, as emoções eram verdadeiras, transparentes. Ela preferia um tipo mais convencional. Acabou se casando com um homem de negócios, como ele, mas totalmente diferente dele. Businessman. Falava o que ela queria ouvir, falava o que os caras falam na TV. Gostava de uma peladinha com os amigos no fim de semana, de umas namoradinhas, essas coisas tradicionais, que dão a segurança que alguém como Fabiana buscava, sempre meio perdida. Aleivosia master.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontraram-se apenas uma vez, mais quinze anos depois, numa festa na casa de um amigo em comum. Falaram banalidades. Ela continuava gostando de Donovan, o que era um ponto positivo, uma lembrança boa. Mas só. Entretanto, ele tinha que confessar: jamais esquecera Fabiana, que às vezes ressurgia como uma lembrança boa. Ele tinha o meu nome. Ele era eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-4714687565729312580?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/4714687565729312580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=4714687565729312580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4714687565729312580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4714687565729312580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2009/01/quinze-anos.html' title='&quot;Quinze anos&quot;'/><author><name>Diogo Cronemberger</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01858123063014147748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-6080534060941181020</id><published>2009-01-15T16:21:00.002-02:00</published><updated>2009-01-15T16:24:32.316-02:00</updated><title type='text'>“Deus e o Diabo na sala de estar”</title><content type='html'>Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Diabo sentou-se na poltrona maior, mais elegante e mais confortável. Deus sentou-se na outra. Serviu whisky para ambos, levantou o copo e propôs um brinde. O Diabo, com um sorriso irônico, disse bem alto:&lt;br /&gt;- Saúde!&lt;br /&gt;Os dois deram risada. Não uma risada alta, espalhafatosa. Um riso contido de quem entende uma piada que só pode ser entendida por poucos, uma piada interna.&lt;br /&gt;- Quanto tempo que a gente não toma um whisky juntos, comentou Deus, com um sorriso simpático.&lt;br /&gt;- Já faz tempo mesmo... A gente se afastou, né. Também, a gente ta sempre ocupado, difícil arranjar um espaço na agenda que dê certo pros dois...&lt;br /&gt;- É... E depois que você casou ficou mais difícil ainda.&lt;br /&gt;O Diabo ri.&lt;br /&gt;- Lá vem você com essa história... Você nunca gostou mesmo da Ritinha...&lt;br /&gt;- Não é que eu não goste dela, eu só acho que ela não é certa pra você.&lt;br /&gt;- É porque ela é evangélica, não é?&lt;br /&gt;- Olha, você sabe o que eu penso disso, mas não vou nem entrar no mérito da questão...&lt;br /&gt;- Deus, você tem que ser menos preconceituoso. Nem todo evangélico é daqueles fanáticos que a gente vê na TV.&lt;br /&gt;- Luci, você ta querendo ensinar o padre a rezar missa? Eu sei como são os evangélicos. Aliás, eu sei tudo.&lt;br /&gt;- Você sabe tudo, mas ainda assim você é incapaz de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros. Talvez por isso mesmo...&lt;br /&gt;- Putz... Troca o disco, cara. Toda vez que a gente se encontra é a mesma coisa... vem você me criticar, dizer que sou egoísta, que sou isso, que sou aquilo... porra, cara, não dá pra gente só relaxar e tomar um whisky?&lt;br /&gt;- Não, meu, é sério... Por exemplo, você fica infernizando a vida daquele povo na Terra, e pra que? Pra eles te ‘amarem’ e te ‘louvarem’... Isso é o cúmulo da carência!&lt;br /&gt;- Não vem com essa, que você faz a mesma coisa!&lt;br /&gt;- Pelo contrário! Quem gosta de mim, gosta porque simpatiza comigo, e não porque eu fico infernizando a vida deles até eles falarem que me amam. Nunca pedi pra ninguém falar que me ama. Aliás, pedir isso é carência demais, meu... Tenha um pouco de dignidade!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Desculpa, Deus, mas alguém tinha que falar isso pra você...&lt;br /&gt;- Não, é verdade... mas eu já tentei de tudo... Já tentei ser duro e vingativo, já tentei se compreensivo e misericordioso, já mandei um filho em forma de homem pra passar a mensagem “ei, pessoal, olha, sou igual a vocês!”, mas nada funciona, ninguém gosta de mim...&lt;br /&gt;- Também não é assim, tem muita gente que gosta de você e não é por medo da punição do juízo final.&lt;br /&gt;- Sei lá... Acho que vou indo, cara. Preciso ficar um pouco sozinho...&lt;br /&gt;- Eu entendo... Pode deixar que eu fico de olho na Terra enquanto isso...&lt;br /&gt;- Valeu, cara, você é um amigão. Falou, cara.&lt;br /&gt;- Falou! Se cuida!&lt;br /&gt;Deram um abraço e Deus foi para um retiro espiritual. Até agora não mandou notícias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-6080534060941181020?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/6080534060941181020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=6080534060941181020&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6080534060941181020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6080534060941181020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2009/01/deus-e-o-diabo-na-sala-de-estar.html' title='“Deus e o Diabo na sala de estar”'/><author><name>Alexandre Gabarra Marcati</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-oVFIQGTxRIs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAZo/cpsWnDzicY4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-703557163954202266</id><published>2008-11-29T13:55:00.002-02:00</published><updated>2008-11-29T14:02:38.630-02:00</updated><title type='text'>"A vida"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;Por Alexandre G. Marcati&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;A vida começa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não põe a mão na boca”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não põe o dedo no nariz”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não pode comer doce antes da janta”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não pode sair à noite”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não pode ficar fora depois da meia-noite”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não quero ficar com você”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não quero namorar com você”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não vou dar pra você”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não vou fazer isso, seu nojento”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, ISSO eu não faço MESMO”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, estou com dor de cabeça”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não pode comer sal”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não pode comer fritura”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não pode comer carne vermelha”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não pode continuar trabalhando”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não pode se levantar”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;“Não, não tem cura”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman';"&gt;A vida termina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-703557163954202266?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/703557163954202266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=703557163954202266&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/703557163954202266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/703557163954202266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/11/vida.html' title='&quot;A vida&quot;'/><author><name>Alexandre Gabarra Marcati</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-oVFIQGTxRIs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAZo/cpsWnDzicY4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-1422416281357941404</id><published>2008-11-23T20:45:00.002-02:00</published><updated>2008-11-23T20:49:07.550-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='referências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dona aranha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>"Ela/Você"</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Estou amando loucamente a namoradinha de um amigo meu. Por que não inimigo? Seria pior. Talvez. Pensando bem, melhor não pensar, pois pensado esse amor é errado. É certo que ela tem inúmeras qualidades. Mas outras também têm as mesmas. Não têm como namorado um amigo meu. Mas não são ela. Ela é linda. Engraçada. É que às vezes me irrita. Ele é meu amigo, nunca me irritou, mas me irrita o que ele representa. Eu? Não quero representar, quero ser presente. Mas nada sou. Serei? A pergunta me deixa angustiado. Todas as perguntas me deixam angustiado. Uma afirmação: eu a amo. Se estiver lendo, tenha certeza, eu amo você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Acho que sabe. Acho que pode não ter certeza. Mas tenha. A partir daí, o que achar disso é outra coisa. Não pode não ter certeza. Nem eu. Queria que tudo fosse mais simples. Que houvesse outra você. Mas não há. Pelo menos por enquanto. Por um bom tempo. A espera do que não sei me deixa angustiado. Todas as esperas me deixam angustiado. Espero. Não sei o que esperar. E, desesperado, escrevo este texto. Talvez o pior. Talvez. Pensando bem, o mais verdadeiro. Como qualquer outro. Mas é verdadeiro. O que escrevo, o que sinto, é verdadeiro. Irrita-nos o clichê, eu sei. Sim, já disse isso a todas as outras, digo isso a todas as outras, mas a todas as outras que amo. Agora digo a você: amo você. Loucamente. Amaria qualquer outra, mas, agora e há um bom tempo, amo você, que é linda, que é engraçada, que é teimosa, nunca contente (como a Dona Aranha), que às vezes me irrita, que é namoradinha de um amigo meu, que espero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-1422416281357941404?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/1422416281357941404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=1422416281357941404&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/1422416281357941404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/1422416281357941404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/11/elavoc.html' title='&quot;Ela/Você&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-2047474126603454117</id><published>2008-11-23T14:11:00.002-02:00</published><updated>2008-11-23T14:14:33.257-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='michael jackson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='existencialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>"Três milênios"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por Alexandre G. Marcati&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O ano era 6008, e todos os aparelhos de JYG (artefato semelhante à televisão, mas com programação de qualidade. Eu poderia tentar explicar o que quer dizer a sigla, mas seria um esforço inútil, já que as palavras às quais as letras se referem representam conceitos que o cérebro humano só veio a ser capaz de compreender por volta do ano de 3500) da galáxia tinham sua ótima programação interrompida para um anúncio do excelentíssimo Sr. Emotyconius, Presidente da galáxia (Andrômeda, logicamente, pois a Via Láctea já havia se tornado inabitável em 5300). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Emotyconius foi o primeiro presidente a conseguir, desde que a humanidade veio a existir, erradicar toda guerra e, conseqüentemente, toda a fome, miséria e todas essas coisas que nos aborreceram durante tanto tempo. A ironia que ninguém nunca perceberia é que ele era descendente de Átila – O Huno, Adolf Hitler e George W. Bush. Por sorte a genética não funciona de maneira tão óbvia quanto poderíamos imaginar, e Emotyconius era, de fato, um dos homens mais honestos, bem intencionados e competentes que já existiu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para que a fantástica programação dos aparelhos JYG fosse interrompida era necessário que se tratasse de um assunto de extrema importância, e se Emotyconius decidiu que era preciso que a maravilhosa programação fosse brevemente suprimida, era porque realmente havia algo a ser dito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Povo andromediano”, começou ele. “Venho cá diante de vós para fazer uma declaração de algo que mudará para sempre o modo como vemos o universo, o tempo e, enfim, a própria existência”. Por toda a galáxia as pessoas estavam quietas, atônitas. Ninguém dava um pio. Emotyconius continuou. “Uma das tantas expedições arqueológicas à Via Láctea, mais precisamente à Terra, o berço de nossa espécie, fez uma descoberta que precisa ser divulgada para todo homem, mulher, algor e criança (para os desinformados, algor é o terceiro sexo da espécie humana. Nada tem a ver com orientação sexual, para os que estiverem imaginando. O fato é que por volta de 3500 ocorreu um salto na evolução da espécie, fenômeno que biólogo algum jamais foi capaz de explicar, apesar de existirem algumas teorias controversas. A partir desse período a espécie humana passou a ter três gêneros, e a reprodução tornou-se tão complexa que não perderei meu tempo explicando isso aqui, pois não vem ao caso). O que essa expedição descobriu foi uma obra de arte. Ainda não se sabe exatamente de que período ela é, mas supõe-se que seja proveniente do período do reinado de terror de mil anos de Michael Jackson sobre o planeta Terra”. Por toda a galáxia as pessoas sentiram um frio na espinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Emotyconius retirou de seu bolso seu aparelho frictonis (artefato semelhante ao telefone celular, mas com a vantagem de sempre dar sinal, independente de onde estiver, e a desvantagem de não possuir toques polifônicos) e disse “vou enviar para todo cidadão de Andrômeda um foto-torpedo (estima-se que o termo “torpedo”, usado para se referir a mensagens SMS, tenha sido popular de 2000 a 2700, aproximadamente, e apenas em 5400 tenha voltado a se popularizar, mas ninguém nunca pôde explicar exatamente o motivo, apesar de existirem boatos que implicam em um escândalo envolvendo Michael Jackson, uma máquina do tempo e Albert Einstein quando criança) com a obra de arte encontrada”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em alguns segundos todo homem, mulher, algor e criança de Andrômeda vislumbrava aquela fantástica obra, que explicava, de forma subjetiva porém absoluta, toda a razão do Ser. Infelizmente, depois de ter visto a obra de arte mais incrível que poderia existir e de saber a razão do Ser, ninguém mais tinha motivo para viver. No dia seguinte ninguém trabalhou. Na semana seguinte ninguém sequer saiu da cama. Ficaram todos apenas deitados olhando para aquela imagem em seus aparelhos frictonis. E assim os meses foram passando, e muitos foram morrendo de inanição. Alguns sobreviveram mais tempo por possuírem andróides que os alimentavam. Mas com o tempo toda a raça humana simplesmente definhou. E foi assim que a arte mudou o mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-2047474126603454117?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/2047474126603454117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=2047474126603454117&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/2047474126603454117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/2047474126603454117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/11/trs-milnios.html' title='&quot;Três milênios&quot;'/><author><name>Alexandre Gabarra Marcati</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh4.googleusercontent.com/-oVFIQGTxRIs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAAZo/cpsWnDzicY4/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-6581081500922614993</id><published>2008-11-22T00:29:00.008-02:00</published><updated>2008-11-23T20:50:25.510-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='prêmio nobel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='física quântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universo'/><title type='text'>“Gênio”</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Por Alexandre G. Marcati&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Aos seis anos de idade resolvia suas primeiras equações de segundo grau. Aos sete anos estudava cálculo. Aos onze ingressou em uma das maiores universidades do país e com onze anos e meio formou-se em Física. Aos quinze já era doutor e aos dezesseis corrigiu todos os erros da teoria da relatividade. Aos dezoito ganhou o prêmio Nobel de física.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;No seu aniversário de dezenove anos decidiu que não agüentava mais física. Começou então a ler os clássicos da literatura. Aos vinte começou a faculdade de Letras em uma das universidades mais importantes do mundo. Formou-se aos vinte e um e com vinte e dois já era mestre. Aos vinte e cinco já tinha lido todos os grandes clássicos da cultura ocidental. Aos vinte e nove já tinha lido todos os clássicos da cultura oriental também, e falava fluentemente mais de setenta línguas. Com trinta anos escreveu seu primeiro conto, assim como seu primeiro poema. Com trinta e dois já havia escrito mais de vinte best-sellers em mais de quarenta línguas (note, aqui, que alguns destes best-sellers eram escritos em mais de uma língua, um deles tendo mais de quinze línguas diferentes). Com trinta e quatro ganhou o prêmio Nobel de literatura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;No seu aniversário de trinta e cinco anos decidiu que não agüentava mais literatura, estava cansado de palavras. Resolveu apreciar as artes plásticas. Começou a viajar pelo mundo observando as obras de arte mais importantes da história. Aos trinta e nove já conhecia tudo que há para conhecer sobre desenho, pintura, escultura, arquitetura etc. Aos quarenta fez seu primeiro desenho em um bloquinho de notas que carregava em seu bolso. Era uma casinha com uma árvore do lado. Mostrou para um colega, que começou a chorar imediatamente de alegria e emoção. Aos quarenta e um anos teve sua primeira exposição, denominada “Rabiscos de um bloquinho”, apenas com obras feitas a lápis naquele mesmo bloquinho de notas. Aos quarenta e cinco já tinha feito mais de seiscentas exposições. Nunca se soube de nenhuma crítica negativa a respeito de seu trabalho. Aos quarenta e seis ganhou o prêmio Nobel de Artes Plásticas, que foi criado especialmente para a ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;No seu aniversário de quarenta e sete anos teve saudade da física e da literatura. Iniciou então seu último projeto, que uniria as três áreas as quais dedicou sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Com cinqüenta anos finalmente finalizou seu projeto e o expôs ao mundo gratuitamente na internet, para que todos pudessem apreciar. Era a mais bela história que já existira, contada em apenas duas linhas e codificada em linguagem matemática que era também a Teoria Unificada que explica toda a existência, ilustrada pela obra de arte mais incrivelmente tocante que já viu a luz do dia. Infelizmente nenhum literário pôde entender a história, nenhum físico possuía a capacidade para compreender aquela equação e a obra de arte era tão absolutamente à frente de seu tempo que seria incapaz de emocionar qualquer pessoa daquele ou dos próximos três milênios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Por via das dúvidas deram-lhe naquele ano todos os prêmios Nobeis que existiam e mais alguns criados apenas para ele, o que o deixou lisonjeado. Consumido, porém, pela frustração de não poder compartilhar com a humanidade aquele conhecimento fantástico, construiu um barco e saiu a navegar solitariamente no pacífico. Desde então, nunca mais foi visto.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" ;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Sua obra final ainda pode ser encontrada na rede e espera-se que, com o tempo, a humanidade venha a compreende-la. Ei-la:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 238);  font-family:Georgia;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SSdvL6FcPbI/AAAAAAAAABQ/mZuU03farEE/s320/Alexandre_Genio.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271304139221777842" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-6581081500922614993?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/6581081500922614993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=6581081500922614993&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6581081500922614993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6581081500922614993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/11/gnio.html' title='“Gênio”'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SSdvL6FcPbI/AAAAAAAAABQ/mZuU03farEE/s72-c/Alexandre_Genio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-6998681289966282736</id><published>2008-09-29T11:34:00.003-03:00</published><updated>2008-11-22T00:36:55.544-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='existencialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>"Seis décimos de milímetro"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis décimos de milímetro. Era a distância entre o pára-choque e seu nariz quando o automóvel parou. Um pedaço de grafite 0,7 não conseguiria se espremer ali, entre o nariz e o pára-choque, pela falta de um décimo de milímetro. Mas isso durou muito pouco, porque, apenas um segundo e trinta e sete centésimos depois, o carro que vinha atrás, não conseguindo parar a tempo, atingiu o carro cujo pára-choque quase colocara um ponto final na vida daquele nariz. ‘Quase’ antes, porque passados esses ínfimos um segundo e trinta e sete centésimos o segundo carro atingiu o primeiro por trás, como já foi dito, fazendo o choque com que o já citado pára-choque atingisse o também já citado nariz, esmagando-o completamente, além do resto da face da qual fazia parte, e tirando assim a vida desse azarado cidadão, que nesse mesmo dia estreava sua nova moto, comprada depois de muito custo, economizando todo e qualquer centavo que podia por vários meses. O número específico de meses não importa, mas foram meses demais, principalmente considerando que, no fim das contas, não serviram de nada, ou melhor, serviram para leva-lo mais depressa ao caixão. Olhando por esse lado, na verdade, talvez o indivíduo em questão, se fosse ainda vivo, tivesse considerado meses de menos, já que esses meses foram, de certa forma, a contagem regressiva que indicava o fim da sua vida.&lt;br /&gt;Seis décimos de milímetro. Era uma medida de comprimento que, agora, não tinha significado nenhum para Ivan, o recém falecido. Um segundo e trinta e sete centésimos. Era uma medida de tempo que também, agora, não lhe dizia nada, assim como o número de meses que desperdiçara preparando, sem saber, o próprio fim. Isso porque, para o estado em que se encontrava agora, que poderíamos chamar de espírito, fantasma ou energia espectral, mas que vamos, arbitrariamente, chamar de alma, conceitos de espaço e de tempo tornam-se tão abstratos e arbitrários como os conceitos de espírito, de fantasma, de energia espectral e de alma são para os vivos.&lt;br /&gt;Para o falecido Ivan o que fazia sentido agora eram as almas, que podia sentir a sua volta, e todas se comunicavam com ele e entre elas, e todas estavam em silêncio, porque uma alma não precisa de sons para se comunicar. Comunicam-se como vasos comunicantes, tocam-se e fazem parte umas das outras, fluem umas pelas outras e assim se entendem, e são todas uma só. E Ivan se sentiu diluir e misturar com as outras almas e deixou de ser Ivan. Era agora um com todo o Resto, e não havia céu, e não havia inferno, havia apenas aquela alma que eram todas as almas e que possuía todos os vícios e todas as virtudes, que, a bem da verdade, não existem mais como conceitos, porque nessa dimensão não existem esses tipos de valores.&lt;br /&gt;E quando, no universo, o último ser vivo morreu, e essa última alma juntou-se às outras numa só, a dimensão material e a imaterial encontraram-se, o universo encolheu, e as almas também. Seis décimos de milímetro. Era o diâmetro da massa que continha todo o grafite do universo, assim como todo o resto. Um segundo e trinta e sete centésimos. Foi a infinidade de tempo em que permaneceu nesse estado, antes de explodir no maior festival de fogos de artifício que ninguém jamais viu.&lt;br /&gt;E tudo se repetiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-6998681289966282736?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/6998681289966282736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=6998681289966282736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6998681289966282736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6998681289966282736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/09/seis-dcimos-de-milmetro.html' title='&quot;Seis décimos de milímetro&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-4873275390367384524</id><published>2008-08-24T22:21:00.004-03:00</published><updated>2008-11-22T00:43:39.432-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nudez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empregado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritório'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chefe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cueca'/><title type='text'>"Escritório - 1"</title><content type='html'>Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SLIMNmOMmbI/AAAAAAAAABA/Y0zZp2ZNZIc/s1600-h/Tira%233.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SLIMNmOMmbI/AAAAAAAAABA/Y0zZp2ZNZIc/s320/Tira%233.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238262744323234226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(clique na imagem para ve-la em tamanho grande)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-4873275390367384524?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/4873275390367384524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=4873275390367384524&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4873275390367384524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4873275390367384524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/08/escritrio-1.html' title='&quot;Escritório - 1&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SLIMNmOMmbI/AAAAAAAAABA/Y0zZp2ZNZIc/s72-c/Tira%233.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-6445450181728635316</id><published>2008-08-17T03:49:00.003-03:00</published><updated>2008-11-22T00:39:20.611-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aventura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='física quântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade organizada'/><title type='text'>"De pêssegos e monstros ou: O caso de Johnny Botas"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Alexandre, André e Diogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano era 2084, e Johnny Botas estava apenas começando em seu novo cargo nas indústrias RRA, maior fabricante de ciborgues nesse lado do Pacífico. O salário não era muito melhor, mas a carga horária era mais leve e o local mais agradável, além disso, ganhava um pêssego a cada duas semanas, o que, naquela época incerta, era uma grande coisa, já que pêssegos tornaram-se raros e, conseqüentemente, valiosos.&lt;br /&gt;O serviço era simples: dar aquela lubrificada nas juntas quadrilaterais dos ciborguezinhos recém-confeccionados. Como Johnny Botas havia muitos outros homens trabalhando, Perry Azulejos nas juntas axiais, Tremas nas ventromediais, Poleiros nas occipitais e Arapucas nas circuntrepideiras.&lt;br /&gt;Tudo andava muito bem, mas, como sempre, algo tinha que acontecer. E aconteceu no final do quinto mês de trabalho, depois do décimo pêssego. Fazia uma semana que Perry Azulejos não era mais o mesmo. Andava esquisito. Alguns colegas lhe perguntavam o que estava acontecendo. A maioria não estava nem aí. Ele dizia que estava com uns problemas. Porém, parava por aí. E foi aí que o “algo” aconteceu.&lt;br /&gt;Johnny chegou à fábrica vinte minutos atrasado, como de costume. Mas, diferente do de costume, Azulejos estava sobre um caixote segurando em uma das mãos uma arma laser B-47, modelo novo, fabricada pela RR-Guns, indústria do mesmo grupo da RRA. Johnny Botas, com uma presença de espírito surpreendente, ativou um dos ciborgues Y-4000, ano 2080, projetados para lavar, passar e cozinhar.&lt;br /&gt;Os Y-4000 eram inovadores por apresentarem a intrépida velocidade cinco. Nada mais adequado numa situação emergencial como aquela. A passos largos e, diga-se de passagem, muito sensuais, o ciborgue avançou pra cima do descontrolado Azulejos, que já atirava pra todos os lados, proferindo palavras de injúria, calúnia e difamação - “É tudo uma merda de proporções colossais”.&lt;br /&gt;De proporções colossais foi a confusão que se deu. Um disparo da arma laser B-47 acabou por atingir a perna direita de Johnny, que ficou só com uma das botas. Urrava de dor. Outro disparo atingiu um dos pêssegos de Arapucas, que também recebia esse benefício. O resultado foi uma mutação genética. Surgia um monstro. E Azulejos, enfim controlado pelo Y-4000, estava a ponto de ser cozinhado pelo ciborgue sensual.&lt;br /&gt;O monstro recém trazido à existência, entretanto, não podia ser controlado nem por um exército de Y-4000s armados com B-47s. Devorou primeiro Arapucas. Depois usou um de seus sete chifres para empalar Azulejos, cujas últimas palavras foram “Vocês sabem qual é a capacidade do ser humano?!”. Johnny Botas, no fundo, sabia a resposta, pois mesmo ferido foi capaz de fugir para o décimo andar, onde sabia que encontraria J.J.&lt;br /&gt;- J.J.! Em nome do nosso senhor Jesus Cristo! Um pêssego mutante! O Azulejos surtou e... caralha, eu perdi uma perna! Quem ensinou os Y-4000s a atirar?? Nada faz sentido! Eles só lavam, passam e cozinham!&lt;br /&gt;- É simples, meu estimado Bota. Se você compra um quilo de feijão e me dá, s’eu cuzinho é meu? – Foram as últimas palavras de J.J., antes de outra empalação fatal.&lt;br /&gt;Johnny Botas, que agora era Bota, estava diante do pêssego gigante e não sabia o que fazer. Vários Y-4000s lavavam, passavam e cozinhavam os cadáveres, e Bota não sabia como a situação chegara a esse ponto. Todos os colegas de trabalho haviam morrido. Chegaria sua vez. Assim, Bota, que tinha sido Johnny Botas, passou a comer seus dez pêssegos. Depois começou a comer a criatura mutante, enquanto esta lhe tirava as tripas, o empalava e o engolia. Da vertigem sobrou uma bota, e Bota nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-6445450181728635316?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/6445450181728635316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=6445450181728635316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6445450181728635316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/6445450181728635316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/08/de-pssegos-e-monstros-ou-o-caso-de.html' title='&quot;De pêssegos e monstros ou: O caso de Johnny Botas&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-4411616676863663618</id><published>2008-08-04T13:38:00.003-03:00</published><updated>2008-11-22T00:40:26.894-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ditado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='galo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frango'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frase de efeito'/><title type='text'>"Cuidado"</title><content type='html'>Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SJcw0UJWsNI/AAAAAAAAAAw/3J66D3WnYR8/s1600-h/Alexandre_Cuidado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SJcw0UJWsNI/AAAAAAAAAAw/3J66D3WnYR8/s320/Alexandre_Cuidado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230703167533396178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Clique na imagem para vê-la em tamanho grande.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-4411616676863663618?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/4411616676863663618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=4411616676863663618&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4411616676863663618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4411616676863663618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/08/cuidado.html' title='&quot;Cuidado&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SJcw0UJWsNI/AAAAAAAAAAw/3J66D3WnYR8/s72-c/Alexandre_Cuidado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-4510224902920376246</id><published>2008-08-04T13:19:00.002-03:00</published><updated>2008-11-22T00:41:56.714-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mulheres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='referências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brilhante'/><title type='text'>"Olhos brilhantes"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por Diogo Cronemberger.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Gostei dela, tem olhos brilhantes.” Assim, ela passou a fazer parte do filme que seria dirigido por aquele cara famoso. Passou no teste. Ela era Luciana. Os olhos eram dela. E eram realmente brilhantes. Era bonita, não deslumbrante. Normal. Atuava bem, não espantosamente bem. Normal. Mas os olhos... Os olhos eram mesmo, incontestavelmente, brilhantes. Derramaram muitas lágrimas, de alegria e tristeza. Brilho de alegria, brilho de tristeza, brilho de Luciana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas um dia a tristeza chegou para ficar. “Cheguei para ficar” era o que diria, se eu resolvesse personificá-la. Acho que não vale a pena. Se fosse pessoa, seria pior. Na verdade, foram várias pessoas ao mesmo tempo. E foi ela mesma ao mesmo tempo. O namorado a deixou, o filme não saiu, os pais não a entendiam, nem os irmãos. Ela chorou. E chorou. Tristeza de Luciana, mais brilho nos olhos, brilho maior antes do brilho nenhum. Por alguns instantes, a estrela brilha mais que toda a galáxia em que se localiza, mas depois... “Nunca mais” era o que diria o corvo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E assim o brilho sumiu. E nunca foi achado. E nunca voltou. Brilho pródigo uma ova. Luciana não era pai. Era mulher. E chorou para nunca mais chorar. Os olhos secaram. Tristeza e alegria, que não eram a mesma coisa, embora provocassem o mesmo brilho, já não eram mais nada, pois nada provocavam. Luciana perdera sua essência, e continuava a existir. Nunca mais passou em teste algum. Era bonita, não deslumbrante. Normal. Atuava bem, não espantosamente bem. Normal. E os olhos...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Nada. Nunca mais brilharam. Saiu de casa, da vida da família. Tampouco voltou. Seria recebida de braços abertos. Acho melhor uma interrogação. Seria? Saiu da vida dos amigos. Ficava triste, mas nem isso transparecia. Tinha raros momentos de felicidade, mas dava no mesmo. O pior é que o último choro, ou o último suspiro, apesar da violência, começou de modo muito simples. Suspiro que se transmudou em tufão, que arrasou a Ponte dos Suspiros, a qual caiu sobre a gôndola que passava embaixo, comandada por um Caronte careiro que, ironicamente, cantava “O Sole Mio”. Gôndola estacionada no meio do caminho, destroçada. E no meio do caminho uma pedra. Pedra da ponte. Mármore da Ìstria. Nível da água subindo. Desequilíbrio ambiental. Nem o inferno era possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Era possível apenas o nada, que veio do nada e se instalou nos olhos outrora úmidos e brilhantes de Luciana.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-4510224902920376246?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/4510224902920376246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=4510224902920376246&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4510224902920376246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4510224902920376246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/08/olhos-brilhantes.html' title='&quot;Olhos brilhantes&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-5530313888181088868</id><published>2008-07-03T22:38:00.003-03:00</published><updated>2008-11-22T00:43:20.804-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rádio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turba enfurecida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='piada'/><title type='text'>"Rádio"</title><content type='html'>por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SG2BoXmUuYI/AAAAAAAAAAk/yKuW70-zicw/s1600-h/Tira%232.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SG2BoXmUuYI/AAAAAAAAAAk/yKuW70-zicw/s320/Tira%232.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218970073721780610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;(clique na imagem para vê-la em tamanho grande)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-5530313888181088868?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/5530313888181088868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=5530313888181088868&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5530313888181088868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5530313888181088868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/07/rdio.html' title='&quot;Rádio&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/SG2BoXmUuYI/AAAAAAAAAAk/yKuW70-zicw/s72-c/Tira%232.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-4157254881815337506</id><published>2008-05-17T19:15:00.001-03:00</published><updated>2008-11-22T00:45:42.098-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia do cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='existencialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pedra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>"Pedrinha no Lago"</title><content type='html'>Por Diogo Cronemberger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=" Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Sozinho, diante do lago imenso, joguei uma pedrinha. Não queria observar a beleza da propagação de ondas, não queria fazer poesia do cotidiano. Não queria nada. Joguei a pedrinha como quem olha um ponto fixo no invisível. E não olhava nada. Se olhava era porque tinha olhos e estavam abertos, como poderiam estar fechados. Joguei outra pedrinha, também sem fé nem razão. Círculos concêntricos... E daí? Na verdade, nem existia “e daí”, porque não existia preocupação. Nem existiam os círculos. Não em minha mente. Nada tinha um sentido. E nada deixara de ter sentido. Joguei outra pedrinha. Se um peixe tivesse pulado no mesmo momento, teria morrido. Mero acaso. Mas não importava o acaso, não importava o ocaso. O peixe teria morrido, e seria como se continuasse vivendo, que era como se estivesse morto ou não. Em minha mente, apenas algo que não queria sair. Nada mais entrava, nada mais saía. Nada mudava. Talvez estivesse errado, mas nem mesmo sei como isso aconteceu. Joguei outra pedrinha. E só.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-4157254881815337506?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/4157254881815337506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=4157254881815337506&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4157254881815337506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/4157254881815337506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/05/pedrinha-no-lago.html' title='&quot;Pedrinha no Lago&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-389841235248670765</id><published>2008-05-17T19:14:00.001-03:00</published><updated>2008-11-22T00:48:32.051-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='física'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oscar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cachorro que desvenda mistérios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>“O Filme”</title><content type='html'>Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma dupla de roteiristas discute um novo projeto:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Tive uma idéia pra um filme! A idéia é a seguinte. O personagem principal tem um super-poder...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Um o que?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Um super-poder! O super-poder dele é...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Como?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Como o que?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Como ele ganhou o super-poder?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Sei lá, radiação, experiências científicas, ainda não pensei nisso... Mas o poder dele é...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Mas ele é cientista?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Cientista?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Se ele ganhou o super-poder em uma experiência, ele deve ser cientista...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Pode ser, sei lá, não importa! O poder dele é parar o tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Grande merda, parar o tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Como grande merda?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Não serve pra nada...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- O que?! Parar o tempo não serve pra nada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Ele também ta no tempo, se ele parar o tempo, ele também pára, e quando o tempo voltar a correr, não vai fazer diferença nem pra ele nem pra ninguém...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Mas você é muito burro... ele para tudo no universo, menos ele mesmo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Ah, ta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Então, mas ele conhece uma garota que...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Mas você já pensou nas conseqüências disso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Disso o que?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Parar o tempo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Que conseqüências, cacete?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Se para tudo no universo, pararia também todo tipo de onda e/ou partículas. Portanto, a luz também pararia. Como ele ia conseguir ver alguma coisa se os raios de luz tão parados no ar? Os raios de luz só iam entrar em contato com a retina dele quando ele se movesse pra frente!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Cara, do que você ta falando?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- É, pensa bem... Além disso, tudo que ele tocasse seria destruído.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Cara... Eu nem sei mais do que você ta falando!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- É que, se o tempo parou, então a velocidade em que ele se move, por mais devagar que seja para a percepção dele mesmo, é uma velocidade infinita. Se ele encostar o dedo numa pessoa, a pessoa vai morrer, porque vai levar um cutucão em velocidade infinita. E o dedo dele também seria destruído no impacto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Você não vai me deixar contar a história?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Pra dizer a verdade, quando ele se movesse, por estar numa velocidade infinita, o atrito com o ar desintegraria o seu corpo, e o deslocamento de ar causado provavelmente criaria tufões e coisas do tipo quando o tempo voltasse a correr.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;-...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- É, seria impossível fazer um filme assim...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- E o que você sugere?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Que tal um filme sobre um cachorro que desvenda mistérios?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Eu topo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dois anos depois:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt;"&gt;- Gostaríamos de agradecer à academia...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-389841235248670765?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/389841235248670765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=389841235248670765&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/389841235248670765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/389841235248670765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/05/o-filme.html' title='“O Filme”'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-8191098606587327441</id><published>2008-05-05T20:09:00.003-03:00</published><updated>2008-11-22T00:51:38.316-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bode'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='referências'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cavalo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='existencialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grécia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>"O canto do bode"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;            Flávio se apaixonou. Assim mesmo. Do nada. Sem explicação. Sem querer querendo, não contando com sua astúcia, Flávio se apaixonou. Por quê? Não tem porquê. Simplesmente aconteceu. Por quem? Tem por quem. Uma loira deslumbrante. Helena de Tróia é pouco. Helena Rodrigues. Helena Rodrigues é pouco. Helena Rodrigues, noiva de seu irmão mais velho.&lt;br /&gt;           Flávio e Marcelo, o irmão mais velho, trabalhavam juntos na fazenda. Helena não veio da roça. Marcelo a conheceu na cidade. Veio de preto, como Claudia Cardinale em “Era uma vez no Oeste”. Só que mais bonita que Claudia Cardinale. Só que não era prostituta. Só que Marcelo não morreu. Flávio chegou a desejar que isso acontecesse. Pecado. Pecado. Bateu no próprio rosto. Quebrou o próprio nariz. Para os amigos, caiu do cavalo.&lt;br /&gt;           Sobre cavalos, tocavam bois. Ninguém tocava gaita. No carro, o toca-fitas. “De que música gosta, Helena?” “Qualquer uma.” “Qualquer uma não tem.” Risadas. E foi assim mesmo, do nada, sem explicação, levando Helena Rodrigues para a cidade quando Marcelo estava doente, que Flávio se apaixonou ainda mais. “Caiu do cavalo, né?” “Caí.” Silêncio. Se tivesse parado no “ainda mais”, tudo bem. Mas parou o carro. Beijou. Ela correspondeu. Ele pensava no irmão enquanto beijava. Ela pensava em Henry Fonda. Ela era aspirante a atriz. Só que não era prostituta. Só que Marcelo não morreu. Estava doente, mas apenas com febre.&lt;br /&gt;           Sobre um cavalo, tocaria os bois. Doente e a pé, resolveu matar um bode. Estava fraco. Flávio, fraco, caiu em tentação. Um homem como qualquer um. Qualquer um é o que mais tem. Helena Rodrigues, fraca, caiu em tentação. Flávio era engraçado, Flávio a entendia, ao contrário do irmão. Flávio não queria que o irmão morresse. Queria que Helena Rodrigues nunca tivesse existido. Mas queria seus beijos, suas coxas grossas, seu cabelo loiro, seu sorriso, seu sexo. E não queria enxergar seu irmão. Nem no pensamento. Bateu no próprio rosto. Caiu do cavalo.&lt;br /&gt;           Isso se repetiu mais vezes. Até quando Marcelo ficou bom. E Marcelo era bom. Não desconfiava. Era impensável. Matou outro bode. Jantar em família. “E você? Quando vai arrumar uma mulher?” “Vou sair.” Marcelo beijou Helena. Ela correspondeu. Ele pensava nela. Ela no irmão dele. Mas sabia fingir. Aspirante a atriz.&lt;br /&gt;           Flávio na rua. Flávio na cidade. Flávio e a cerveja. Flávio e o uísque. Caiu. De cavalo nenhum. Voltou. Trabalhou junto com o irmão na fazenda. Não pensava em Helena. Não saía, só trabalhava. Não a via, mas a amava. Depois de um mês, uma recaída. Do cavalo. “Está com problemas, irmão. Muito trabalho. Está mal. Melhor parar um pouco.”&lt;br /&gt;           Flávio na cama. Deitado. O irmão trabalhando. Suado. Helena cuidando de Flávio, Flávio cuidando de Helena. No toca-fitas, Roberto Carlos. “Detalhes”. Chegou Eduardo. Contratado. Ajudar na roça. Plantio e gado. Eduardo achava Helena uma loira deslumbrante. Linda. Não tanto quanto a de Tróia, tudo bem. Mas de parar o trânsito. No entanto, ele nunca trairia suas convicções. “Eu te pago.” “Que conversa é essa?” “O salário de um ano. Aí você some.” “Não entendo.” “Nada com você. Ela que é uma serpente. Meu irmão tem que enxergar. Eu cuido de tudo.”&lt;br /&gt;           Flávio cuidou de tudo. Helena relutava, Eduardo insistia. Pensava no dinheiro. Ela pensava nos irmãos, e pensava em morrer. E gritava. E os irmãos não estavam. E era violentada. E Eduardo judiava. E ela definhava. E Eduardo desapareceu. E foi assim que, quando os irmãos voltaram, viram que ela morreu. Flávio queria um bode expiatório. Alguém para culpar. Alguém para matar. Agora não fazia sentido. Agora que fazia. A polícia passou a investigar. Ás vezes, o delegado aparecia. Só queria conversar.&lt;br /&gt;           Os irmãos não conversavam. Marcelo se culpava pela contratação de Eduardo, se culpava pela morte de Helena, era a tristeza em forma de gente. Flávio era só pensamento. Marcelo tinha que agüentar. Marcelo não entendia o mundo. Flávio não entendia Marcelo. Flávio não agüentava mais. Por muito tempo, os irmãos só trabalhavam. Até que chegou o dia de matar um bode. “Pode deixar.” “Não, pode deixar.” Foram juntos. Flávio com um machado na mão. Resolveu que era o dia de matar o irmão. E, assim mesmo, do nada, sem explicação, desferiu a machadada que pôs fim a mais uma vida. O bode berrou. Um berro inesquecível. E continuava. Preso a uma árvore, lá ficou, esquecido, berrando seu berro inesquecível até morrer.&lt;br /&gt;          Flávio vagava pela fazenda, a cabeça do irmão no pasto, a imagem do irmão em sua cabeça. Flávio era só pensamento. Pegou o cavalo. Iria à cidade. Bebidas, prostitutas, qualquer coisa, tinha que esquecer. E foi quando simplesmente aconteceu. O berro do bode, que estava na sua cabeça, que ele era só pensamento, o assustou. Perdeu o controle, caiu e morreu. Coincidentemente, Eduardo passava pelo local. Comentou, para que o ouvissem transeuntes quaisquer: “Esse cara me devia o salário de um ano. Vou lá falar com o irmão.” E começou a assobiar. Uma música qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-8191098606587327441?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/8191098606587327441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=8191098606587327441&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8191098606587327441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8191098606587327441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/05/o-canto-do-bode.html' title='&quot;O canto do bode&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-3864616116003215887</id><published>2008-05-05T20:02:00.003-03:00</published><updated>2008-11-23T20:52:57.850-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nonsense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tempo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='física quântica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>“2012”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Alexandre G. Marcati&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Com licença.&lt;br /&gt;- Não me perturbe, não vê que estou ocupado?&lt;br /&gt;- Sim, eu sei, mas...&lt;br /&gt;- Estou trabalhando em coisas importantíssimas, que você nem ao menos seria capaz de compreender.&lt;br /&gt;- Você tem que me escutar, eu estou aqui pra...&lt;br /&gt;- Já não falei pra calar a boca? Estou trabalhando numa invenção que mudará todo o curso da história!&lt;br /&gt;- Sim, eu sei, o que eu quero dizer é que...&lt;br /&gt;- Fique quieto, infeliz! Não consigo me concentrar! Estou quase terminando... Isso, meu amigo, mudará o mundo! Essa é, com certeza, a maior invenção da história da humanidade!&lt;br /&gt;- Eu sei disso! Você tem que me escutar!&lt;br /&gt;- QUIETO, idiota! Agora só faltam uns ajustes...&lt;br /&gt;- Se você não me escutar, serei obrigado a usar a força bruta!&lt;br /&gt;- Se você não se calar, quem fará uso da força serei eu!! Pronto! Está pronta a minha obra-prima! Todas as respostas do universo poderão agora ser desvendadas, graças a mim!&lt;br /&gt;- E a mim.&lt;br /&gt;- O que?! Você não tem nada a ver com isso!!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Espere... espere um pouco... você me parece familiar...&lt;br /&gt;- A máquina do tempo que você acabou de inventar... Ela vai causar uma ruptura na malha quântica do tempo e do espaço.&lt;br /&gt;- Você... Você é eu!&lt;br /&gt;- Sim! Me escute! Você não pode jamais usar essa máquina! A ruptura que ela causará vai aumentar gradualmente, e será apenas uma questão de tempo até que o tempo em si deixe de existir e, junto com ele, todo o universo!&lt;br /&gt;Dando ouvidos à voz da razão, o fantástico Dr. Cronosberger decidiu sacrificar o próprio sucesso que tal invenção garantiria, e destruiu a máquina, impedindo, assim, que ele mesmo voltasse no tempo para avisar a si mesmo que a máquina causaria a ruptura na malha do tempo e do espaço. Sem ser avisado de tais conseqüências, Dr. Cronosberger não destrói a máquina, e causa a ruptura na malha do espaço e do tempo, mas volta para avisar a si mesmo da catástrofe, então ele destrói a máquina antes de realizar qualquer viagem no tempo, não podendo, assim, voltar no tempo para avisar a si mesmo que a máquina causaria a ruptura na malha do tempo e do espaço. Sem ser avisado de tais conseqüências, Dr. Cronosberger não destrói a máquina, e causa a ruptura na malha do espaço e do tempo, mas volta para avisar a si mesmo da catástrofe, então ele destrói a máquina antes de realizar qualquer viagem no tempo, não podendo, assim, voltar no tempo para avisar a si mesmo que a máquina causaria a ruptura na malha do tempo e do espaço. Sem ser avisado de tais conseqüências, Dr. Cronosberger não destrói a máquina, e causa a ruptura na malha do espaço e do tempo, mas volta para avisar a si mesmo da catástrofe, então ele destrói a máquina antes de realizar qualquer viagem no tempo, não podendo, assim, voltar no tempo para...&lt;br /&gt;E foi assim que o tempo e o espaço entraram em colapso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-3864616116003215887?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/3864616116003215887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=3864616116003215887&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/3864616116003215887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/3864616116003215887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/05/2012.html' title='“2012”'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-5185151198876185075</id><published>2008-04-26T16:47:00.002-03:00</published><updated>2008-05-17T19:18:16.505-03:00</updated><title type='text'>"Todo dia"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Todo dia ele acordava escovava os dentes tomava café comia uma fatia de pão escovava os dentes de novo tirava o pijama vestia a camisa botava a calça calçava a bota pegava a chave abria a porta saía de casa trancava a porta com três voltas da chave andava até o ponto de ônibus esperava o ônibus pegava o ônibus se sentia uma sardinha em lata descia do ônibus andava até o trabalho trabalhava trabalhava trabalhava almoçava arroz feijão bife seco e duro batata frita mole e molhada voltava para o trabalho trabalhava trabalhava trabalhava saía do trabalho andava até o ponto de ônibus esperava o ônibus pegava o ônibus se sentia uma sardinha em lata descia do ônibus andava até sua casa abria a porta entrava trancava a porta com três voltas da chave assistia novela assistia qualquer coisa ia pro banheiro tirava a camisa tirava a calça tirava a bota tomava banho escovava o dente vestia o pijama ia pra cama dormia. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Um dia&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, assim, sem mais nem menos, ele não acordou, nem escovou os dentes, nem tomou café, nem comeu uma fatia de pão, nem escovou os dentes de novo, nem tirou o pijama, nem vestiu a camisa, nem botou a calça, nem calçou a bota.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;O que aconteceu foi que o tempo e espaço entraram em colapso e o universo implodiu, por conta de viagens no tempo realizadas por um cientista cuja história é muito, mas muito mais interessante do que essa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-5185151198876185075?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/5185151198876185075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=5185151198876185075&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5185151198876185075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5185151198876185075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/04/todo-dia.html' title='&quot;Todo dia&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-8855543152110194484</id><published>2008-04-26T16:30:00.002-03:00</published><updated>2008-04-26T16:50:28.936-03:00</updated><title type='text'>"Antônio acordou com o pé esquerdo de novo"</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Oi, Antônio!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Oi. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Acordou com o pé esquerdo de novo?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-É.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Ai, Antônio, você não era assim...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Pois é.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Meu Deus! O que foi que eu fiz com você?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Nada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Pode ser menos monossilábico?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Sim. (Pausa de cinco segundos) Hoje fui ao clube.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Eu também estava lá.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Eu sei.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Uma senhora gordinha cochicha na platéia:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Ish! A coisa está pegando fogo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A amiga da senhora faz um muxoxo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A amiga de Antônio:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Ai, Antônio, acho que vou embora.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Tudo bem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Posso fazer só uma pergunta?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Neste momento, entra em cena um esquilo que rouba todos os pontos de interrogação da cena.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Acho que não vai conseguir agora.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Você me ama.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Se era para ser uma pergunta, a resposta é não. Não vai embora.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Quero conversar também.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Eu não quero. O meu “não vai embora” foi uma pergunta, Gabriela.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Como você é grosso! Agora não existem mais perguntas, seu idiota.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Então tampouco existem respostas. Não existe diálogo. Acabou.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Entra em cena um filósofo de praia, vestindo apenas uma sunga branca. Começa a falar:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Respostas nunca existiram.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Um estudante pernóstico que está na platéia se levanta da cadeira e solta:&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;-E a maiêutica socrática? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Uma moça curiosa para o namorado “boy”:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Você também acha que essas perguntas são combinadas antes?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Tampouco?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O filósofo de praia dá início ao discurso final:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Sócrates está morto. Várias pessoas estão mortas. Lembrem-se: o que se leva da vida é a vida que se leva. O resto é samba! &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Um certo alguém, no palco:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Volta, esquilinho, volta.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Todos cantam, no palco e na platéia, a música de Lulu Santos. Quem começa é o filósofo, que também capricha na coreografia. A senhora gordinha tem lágrimas nos olhos. Sua amiga não. O estudante pernóstico vomita lixo. A moça curiosa (e carinhosa) abraça efusivamente o namorado “boy”, que fala: “Bora pro churrasco”. Algumas pessoas só não queimam no inferno por dificuldades de produção. Mais uma vez, a peça cumpre seu papel.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-8855543152110194484?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/8855543152110194484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=8855543152110194484&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8855543152110194484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8855543152110194484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/04/antnio-acordou-com-o-p-esquerdo-de-novo.html' title='&quot;Antônio acordou com o pé esquerdo de novo&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-5086826084580971586</id><published>2008-03-23T11:37:00.002-03:00</published><updated>2008-03-24T19:44:13.934-03:00</updated><title type='text'>"Café"</title><content type='html'>Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/R-gulDXYm6I/AAAAAAAAAAY/TV3x3dMFqwM/s1600-h/Tira%231.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/R-gulDXYm6I/AAAAAAAAAAY/TV3x3dMFqwM/s320/Tira%231.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181442585383181218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(clique na imagem para vê-la em tamanho grande)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-5086826084580971586?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/5086826084580971586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=5086826084580971586&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5086826084580971586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5086826084580971586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/03/caf.html' title='&quot;Café&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pgAG6YK93s8/R-gulDXYm6I/AAAAAAAAAAY/TV3x3dMFqwM/s72-c/Tira%231.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-8968084588282521790</id><published>2008-03-23T11:34:00.000-03:00</published><updated>2008-03-23T11:35:49.585-03:00</updated><title type='text'>"Nada mal"</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por André Gomes Pacheco&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Professor. Aqui. Aqui ó, eu. Oi. Então, não sei, eu tava pensando, não sei se é impressão minha, mas isso não quer dizer que a noção de indivíduo se dilui nessa cadeia de conjecturas? Quer dizer, não seria dizer que o eu, levando-se em conta o outro, só existe enquanto projeção, quer dizer, algo que só é possível dentro de um plano hermenêutico? Seria como se a individualidade só existisse a partir da outra individualidade, quer dizer, a minha existência pra mim, é possível do ponto de vista do outro, que também é um mim, quer dizer, considera-se apenas o eu. Quer dizer, como se um ponto de vista fosse o ponto de vista, não? Entende?&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Entendo. Na verdade, eu penso o seguinte. Eu penso que nada mal, curtir o terrasamba não é nada mal! Iêêêêê! Que legal, só entrar no clima e liberar geraaaaal!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-8968084588282521790?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/8968084588282521790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=8968084588282521790&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8968084588282521790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8968084588282521790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/03/nada-mal.html' title='&quot;Nada mal&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-306167156720914999</id><published>2008-03-23T11:29:00.001-03:00</published><updated>2008-03-23T11:37:49.528-03:00</updated><title type='text'>"Pequena história com final feliz"</title><content type='html'>Por Diogo Cronemberger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jorge nasceu em uma cidadezinha muito pequena, pequena como esta história. Desde pequeno, mostrou-se muito inteligente. “Que gracinha! Uma criança com uma criatividade impressionante!”, disse certa vez a professora Dolores, que também era pequena. Esperem. Não se trata de uma história sobre coisas e pessoas pequenas. É, sim, uma história sobre coisas e pessoas idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge era chamado de Boi George [&lt;i style=""&gt;sic&lt;/i&gt;] pelos colegas de escola na pré-adolescência. Esse apelido não tinha sentido nenhum. Talvez daí viesse a graça. Para Jorge, não havia graça alguma em nada. À medida que crescia, ia deixando de ser uma gracinha. Tornou-se um homem muito inteligente, com uma criatividade impressionante, características mais bem vistas nos pequenos. Ele não via graça em ninguém (Joyce era uma exceção, com seus olhos gigantescos) e tinha certeza de que estava cercado por idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme “Nariz”, Patrícia “Silva” e Rodrigo “Leitinho do Blur”, que moravam em cidadezinhas próximas, também viviam o mesmo drama, mas nunca se conheceram para que unidos vencessem. Nossos personagens queridos não eram apenas muito inteligentes e criativos, mas também tímidos em excesso, com problemas de comunicação e relacionamento. Um dos idiotas da cidadezinha de Jorge provavelmente os chamaria de “bem construídos”, baseado em alguma noção vaga a respeito de literatura “pós-contemporânea”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge gostava de Stravinsky, Kandinsky e Joyce (antes não me referia ao escritor, que fique bem claro). Os idiotas também gostavam desses três, e gostavam de Debussy, Picasso e Marguerite Duras. E de muitos outros. O problema, para Jorge, é que gostavam pelos motivos errados, eram incapazes de pensar por si, de refletir. Gostavam porque todos deveriam gostar, porque alguém disse, e não gostavam que isso fosse questionado. Na verdade, não gostavam de questionamento algum. Afinal, estava tudo muito bom, estava tudo muito bem. Eles eram os vencedores. E, aos vencedores, as batatas, como diria Machado de Assis. Fritas, como diria Evandro Mesquita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge nunca saiu de sua cidadezinha. Nunca conheceu Guilherme nem Patrícia nem Rodrigo. Pensava que poderia haver alguém como ele, mas o fato é que, perto dele, não havia ninguém. Assim, vivia deprimido com toda a situação. Sozinho. Cercado por idiotas. Uma ciranda infernal. Teve idéias brilhantes, tinha idéias brilhantes, mas os idiotas à sua volta as sufocavam, o sufocavam. Ele vivia triste, cabisbaixo. Eles viviam sorrindo. Ele vivia preocupado, e suas preocupações não resultavam em nada. Eles viviam sorrindo. E eram os melhores do mundo. E sabiam de tudo. Mal sabiam que não sabiam de nada. Já o sabiá sabia assobiar. E assobiou por algum tempo, até morrer. Estilingue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge viveu triste por muito tempo. No final da vida, que corresponde ao final desta pequena história, percebeu que o melhor a fazer era tentar ser idiota como as pessoas que o cercavam. Quem sabe conseguiria pelo menos o amor da velha Joyce? E, se era Jorge, ou Boi George, transmudou-se em cerca. Mais um idiota a cercar as pessoas, a cercear a inteligência e a criatividade de crianças que cresciam. Teve que ouvir, talvez da própria consciência, talvez de um velho chamado Souza: “Só um idiota não pensaria nisso antes!” Mas tudo bem. Desde então, viveu feliz para o seu sempre, por algum tempo, até morrer. Essa história quem me contou foi o velho Souza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-306167156720914999?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/306167156720914999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=306167156720914999&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/306167156720914999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/306167156720914999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/03/pequena-histria-com-final-feliz.html' title='&quot;Pequena história com final feliz&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-968063070293748385</id><published>2008-03-02T21:13:00.000-03:00</published><updated>2008-03-02T21:19:39.711-03:00</updated><title type='text'>"Uma história para contar"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Minhas histórias nunca são histórias. Não têm começo, meio e fim, não têm mensagens edificantes. Todos dizem que acabam do nada, que não têm sentido. Não sei. Sempre que desejo contar alguma coisa, os amigos próximos advertem: “Se você for contar uma história, tenha uma história para contar.” Mas eu acho que tenho. E quero contar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se você pretende saber quem eu sou, eu posso lhe dizer. Sou do tempo em que jornal de domingo se lia no domingo. No começo, tudo era lindo. Linda, que Leila era linda. Faz um ano deste amor. De repente, a gente sente que já não sente o que já sentiu. Ela disse adeus. Tornei-me um ébrio. Cada amigo num estranho se tornou. Eu chorei, de tristeza eu chorei. Um dia me disseram: “Não chore ainda não, que eu tenho uma razão pra você não chorar.” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O parágrafo acima não é a história. É apenas um exercício de estilo em que só usei versos de músicas. Agora, a história. Não é muito diferente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Conheci uma menina que veio do sul. Brincadeira! Bom, conheci Laura, uma morena bonita, mais alta que eu. Sempre de vestido, sempre sorrindo, muito expansiva, realmente linda. Aí ela conheceu meu conhecido Gustavo, um moreno bonito, mais alto que eu. Sempre bem vestido, sempre sorrindo, muito expansivo, realmente um idiota.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O namoro com Gustavo durou sete meses. Depois, houve outros Gustavos. Para mim, só havia Laura. Comecei a ocupar minha cabeça com outras coisas. Trabalhos, leituras, sei lá. Também comecei a beber bastante. Conheci a vida, as mulheres da vida e os amigos próximos que ouvem minhas histórias, que ouviram essa história e disseram que não era história. Ela conheceu outro Gustavo, e era Gustavo mesmo o nome dele. Um artista respeitado no meio. Sempre mal vestido, sempre sorrindo, muito expansivo. Talvez o idiota seja eu. A gravidez durou oito meses. O bebê nasceu. Moraram um tempo no México, esqueci o porquê.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um dia me encontrei com ela na rua. Estava em outro quarteirão, vinha em minha direção. Pensei em dizer muita coisa. Nunca pensei tanto em um tempo tão curto. Depois de todos aqueles anos, ainda estava apaixonado, só pensava nela, essa era a verdade. Quando ela passou, um cumprimento tímido. Apenas isso. Não houve resposta. Ela não disse nada. E ninguém me disse nada depois.&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-968063070293748385?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/968063070293748385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=968063070293748385&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/968063070293748385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/968063070293748385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/03/uma-histria-para-contar.html' title='&quot;Uma história para contar&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-8006292438654144908</id><published>2008-03-02T21:11:00.000-03:00</published><updated>2008-03-02T21:16:10.109-03:00</updated><title type='text'>"Foda"</title><content type='html'>Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;– Foda... – Disse ele, coçando a barba por fazer. – Foda, cara... – Continuou, num tom neutro de voz. – Muito foda mesmo...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Aí me bateu uma depressão e eu fui pra casa.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-8006292438654144908?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/8006292438654144908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=8006292438654144908&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8006292438654144908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/8006292438654144908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/03/foda.html' title='&quot;Foda&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-5302016178153771005</id><published>2008-03-02T21:06:00.000-03:00</published><updated>2008-03-02T21:14:56.402-03:00</updated><title type='text'>"Episódio da vida de Jonas"</title><content type='html'>Por André Gomes Pacheco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jonas está dentro de um ônibus, é o ônibus que leva até o ponto perto da casa de Jonas. É comum a cabeça de Jonas ziguezaguear os mais diversos pensamentos em viagens como essa, mas hoje é um dia ruim para Jonas, e neste momento a cabeça de Jonas só sabe pensar pensamentos agoniados, autodestrutivos, apodrecidos, pensamentos maus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A cabeça de Jonas dá uma brecha, por um instante Jonas se lembra do dia anterior, no dia anterior Jonas atrapalhadamente esbarrara num velhinho que devolveu o desconforto físico com aquele lamento, “Quanta ignorância, que Deus amaldiçoe os seus dias”, foi o que disse o velhinho, e agora a cabeça de Jonas pensa que “vai ver você foi mesmo amaldiçoado”, e esse pensamento é como que um pequeno alívio, Jonas até se ri, pois Jonas percebe que nada de nada era culpa do velhinho ou da maldição do velhinho, a culpa era só de Jonas, e logo o riso acaba, rápido como veio se vai, não dura o bastante. Agora só restam Jonas e aqueles pensamentos maus, é difícil Jonas se emocionar em público, mas agora isso é o que menos importa, de repente Jonas está dentro do ônibus e lágrimas escorrem dos seus olhos. Jonas se sente sozinho, é isso o que os pensamentos maus dizem a Jonas. Solidão. Solidão. Jonas. Jonas lembra de quando o cantor cantava que a solidão era poeira leve, mas Jonas é como todo tolo em dia ruim, e Jonas só consegue achar que a poeira dele é a mais espessa, entope os bronquíolos, azeda a garganta, faz os olhos arderem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pela catraca do ônibus que leva Jonas e seu choro para casa, passa uma senhora. O ônibus não está cheio, há vários assentos desocupados, mas a senhora que passou pela catraca vai até o banco de Jonas e se senta do lado dele. A cabeça de Jonas sente raiva, a cabeça entende que ninguém tinha que sentar ali, muito menos naquela hora, diabos, tem um monte de lugar vazio. “O que foi, garoto?” e foi assim que a senhora falou com Jonas, assim sem motivo aparente, assim inesperadamente, assim assim. E naquela hora na cabeça de Jonas abriu um buraco, dentro do buraco só tinha vento e assim como abriu, o buraco fechou, Jonas rapidamente limpa o rosto com a mão e da boca de Jonas sai a palavra “nada” duas vezes, um, dois, e naquela mesma hora a senhora docemente segura a mão de Jonas, a mão que limpava o rosto de Jonas, segura a mão assim assim, e da boca da senhora sai outra coisa, “Não se preocupe. Tá tudo bem.” e quando Jonas deu por si estava envolvido pelos braços da senhora, a cabeça de Jonas se apoiava no ombro da senhora, era aquilo que chamam de abraço, e na cabeça de Jonas já não falavam os pensamentos maus, só quem falava agora eram o tal do abraço e as gotas de água que novamente desciam pelo rosto corado de Jonas, e por um instante falou novamente a cabeça de Jonas, e a cabeça dizia que aquilo era bom e que as coisas faziam sentido mais uma vez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E também assim assim, dentro do ônibus as pessoas agora só sabem olhar aqueles dois corpos agarrados um ao outro, algumas pessoas levam a mão ao rosto, algumas se levantam, algumas abrem um sorriso, algumas se aproximam, algumas também choram, até que algumas das bocas dessas pessoas começam a soltar palavras, dentro do ônibus ouvem-se vivas e frases de exaltação. E então já não há mais abraço, há sim uma confusão de vozes, dentre elas a da senhora, a senhora dizia “Vai, estão te chamando” e quando Jonas se levanta tomam forma as outras vozes, “chorar é bonito, não se envergonhe” fala a moça de azul, “óh, meu jovem, teu choro limpa, ele me limpou, que Deus te abençoe” fala o senhor de boné, “Jonas, Jonas, você é nosso rei” fala o menininho de mochila. E então quem se levanta é o homem que sorri de um jeito que não mostra os dentes e enche as bochechas, esse homem é o motorista do ônibus, e o motorista fala: “essa água que sai do teu olho é coisa sagrada, o meu ônibus nunca vai se esquecer disso, e nem eu. Eu o reverencio, eu me prosterno perante o seu e o nosso sofrimento”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E assim não tão sem motivos, o ônibus bate em qualquer coisa, e é por cima do motorista ajoelhado que passa voando o corpo de Jonas, e então Jonas bate no vidro, explosão de estilhaços, ossos rachados, vidro voando, corpo voando, sangue voando, Jonas voando, asfalto rasgando a pele de Jonas, vidro no asfalto, vidro no corpo, asfalto no corpo, sangue no asfalto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Algumas pessoas se reúnem em volta daquele Jonas de bruços, face no chão, corpo disforme e ensangüentado, prestes a morrer. Não se sabe que interação nervosa foi responsável por isto, mas de repente os ombros de Jonas se moviam espasmodicamente para cima e para baixo. E para quem olhava aquilo parecia, parecia que o Jonas ria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-5302016178153771005?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/5302016178153771005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=5302016178153771005&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5302016178153771005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5302016178153771005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/03/episdio-da-vida-de-jonas.html' title='&quot;Episódio da vida de Jonas&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-7070445736617854279</id><published>2008-02-26T22:14:00.000-03:00</published><updated>2008-03-23T11:45:13.973-03:00</updated><title type='text'>"Pensamento digressivo sobre os sentimentos de folículos pilosos faciais"</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Por André Gomes Pacheco&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“A felicidade muitas vezes está bem debaixo do nosso nariz”. É mesmo? Meu bigode não parece tão feliz. Meu quarto, os meus sapatos, essa caneta, todos eles também não estão muito contentes, eles simplesmente estão. Deve ser tão mais fácil ser um pedaço de plástico! Nada de preocupações, só existência, não precisa nem respirar. Mas pensando bem, minha samambaia também não parece contente. Meu cachorro, bem, pra ele pelo menos as coisas parecem mais simples. Me parece que só o ser humano é dotado da sensacional capacidade de complicar absolutamente tudo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Complicar tudo, por sua vez, não é nada simples, como era de se esperar. Para efeito de ilustração, utilizarei a matemática, que é uma ciência demasiadamente humana (quer dizer, eu sei que ela é uma ciência exata, mas ela é feita por homens, entendeu? Não me complique!) Por exemplo, temos um pensamento x, do qual discordamos à enésima potência: Assim, primeiramente temos “x”, depois “que ridículo esse x”, depois “pensando bem, eu não devia achar ridículo esse x”, depois “que ridículo eu discordar da ridicularidade de x” e assim por diante. Ironia em cima de ironia. No final da equação, temos que x = coisa nenhuma, o que não ajuda muito.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enfim, já perdi a linha de raciocínio. Raciocinar, aliás, é uma coisa complicada, que deixa o meu bigode tristonho. Ah sim, acho que era disso que eu estava falando! Mas já chega, é melhor eu fazer a barba...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-7070445736617854279?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/7070445736617854279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=7070445736617854279&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/7070445736617854279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/7070445736617854279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/02/pensamento-digressivo-sobre-os.html' title='&quot;Pensamento digressivo sobre os sentimentos de folículos pilosos faciais&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-301771904937808968</id><published>2008-02-26T22:11:00.000-03:00</published><updated>2008-03-23T11:44:39.792-03:00</updated><title type='text'>"O homem que pensava demais"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Diogo Cronemberger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Era uma vez um homem que pensava demais. Não um homem, um projeto de homem. Jovem, pensava demais, sabia que pensava demais e gostava do fato de pensar demais. Seu nome não sei, nem importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Um dia conheceu Luciana. Bergman certa vez disse que Liv Ullmann era seu Stradivarius. Luciana é meu Stradivarius. Para o homem, ou projeto de homem, que pensava demais, ela era mais uma Euterpe, musa inspiradora. E o que inspirava não fazia o caminho inverso. Ficava sufocado nosso projeto de protagonista. Amava a linda Luciana, mas não soltava esse amor. Não sei se ela pensava, mas isso não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O que importamos é o que não temos. O projeto começou a substituir importações e trocava o que tinha que fazer por aquilo que pensava que tinha que fazer. Não expelia o amor, se sufocava ainda mais com coisas que não importavam. Problemas respiratórios, diriam os médicos. Mas não haverá médicos nesta história. Aliás, não haverá ninguém além do casal que nunca foi casal. Não houve casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O projeto comprava uma flor todo dia, mas todo dia a flor morria. Não era entregue, não recebia cuidados, nada. Todo dia observava a mulher amada. Conversava com todo mundo na pracinha perto de casa. Ela, não ele. Ele só observava, e pensava. E pensava demais. Pensava, e escrevia, e todo dia a flor morria. E o que escrevia não entregava. Também perecia. Palavras são imortais, isso é certo. Mas não as pessoas. E não quando as palavras das pessoas ficam distantes. E o projeto, que estava tão perto, e conhecia muitas palavras, e conhecia Luciana, jamais as apresentou. Muito prazer, diriam? Algum prazer ele almejava. Nunca teve prazer nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Um de seus poemas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafaela e o sangue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor é Rafaela, garota que nunca vi.&lt;br /&gt;Meu desejo é escrever como quem burla saci.&lt;br /&gt;Sou inovador: eis um parti pris.&lt;br /&gt;Para que o leitor não se zangue, chega o verso derradeiro:&lt;br /&gt;Mas o sangue... O sangue, sim, é verdadeiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           O projeto virou homem, as flores viraram húmus, Luciana virou húmus. Morreu. E morreu jovem. Sem nunca ter sabido do amor do homem que pensava, que pensava nela, que pensava demais. Ele tampouco encontrou Rafaela. Depois, morreu também. Até os médicos que não existiram na história morreram. Ficam essas palavras, esse projeto de texto, se houver alguém por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-301771904937808968?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/301771904937808968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=301771904937808968&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/301771904937808968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/301771904937808968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/02/o-homem-que-pensava-demais.html' title='&quot;O homem que pensava demais&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1218462128043342451.post-5551857081231020214</id><published>2008-02-26T22:01:00.001-03:00</published><updated>2008-03-23T11:44:16.231-03:00</updated><title type='text'>"Uma história de infância"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Alexandre G. Marcati&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma família comum, os pais e os três filhos, em viagem. Alguma cidade pequena, dessas que vivem de eco-turismo. Estavam hospedados em um agradável hotel-fazenda e ficariam lá por cinco dias. Apenas uma coisa incomodava um deles. O filho caçula, de nove anos de idade, não gostava do banheiro do hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era aquele banheiro específico que o incomodava. Simplesmente não era o banheiro de casa. E o garoto só se sentia à vontade para cagar no limpo e conhecido banheiro de sua própria casa. “Bom...” pensou ele “talvez eu possa passar esses dias sem usar o banheiro”. E esse foi seu primeiro erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou os primeiros dois dias muito bem. A família fazia os passeios e trilhas que havia perto da cidade, e tudo ia muito bem. Quando tinha vontade de ir ao banheiro o garoto apenas segurava e a vontade logo passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No terceiro dia, porém, ao chegar no hotel no final da tarde sentiu uma pontada e sabia que era o chamado da natureza que todos conhecemos, e a natureza estava berrando em seus ouvidos. Olhou para o banheiro e refletiu por um momento. Pensou se deveria se render às suas necessidades e usar aquele banheiro ou se deveria persistir e lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pontada ficava mais forte. O menino suava e se perguntava se aquilo valia a pena. Mas era como uma fobia, ele não podia se submeter a usar um banheiro que não fosse o de sua própria casa. Então resolveu segurar, e a vontade acabou passando depois de alguns sofridos minutos. Foi seu segundo e maior erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto dia. Amanhece um dia bonito. O sol brilha, os pássaros cantam. O pai acorda cedo e vai acordar os filhos para irem a uma cachoeira. O caçula acorda se sentindo muito bem e fica bastante empolgado, pois adora visitar cachoeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantam, se arrumam, tomam café da manhã e entram no carro. Tudo ainda ia bem. A cachoeira ficava a mais ou menos 30 minutos do hotel. Depois de 20 minutos o menino sente novamente uma leve dor de barriga. Nada preocupante. Segura por um tempo, imaginando que a vontade passaria. Mas não passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam num ponto em que se deve seguir a pé por uma pequena caminhada. O garoto começa a se preocupar, pois a vontade, ao invés de passar, começa a aumentar. Vai aumentando e torna-se uma dor forte. Ele se esforça para agüentar e se engana dizendo a si mesmo que passará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam finalmente na cachoeira, e o caçula se contorce e sua, tentando suportar a dor. Continua dizendo a si mesmo em sua cabeça que logo passará. Mas não. Cada minuto parece uma eternidade e a dor apenas aumenta. Desespera-se. Corre para a mãe e diz que precisa urgentemente ir ao banheiro, que eles precisam voltar ao hotel. Mas eles haviam acabado de chegar, não iriam voltar já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto agora se arrependia de ter desprezado o banheiro do hotel. Ah, o banheiro do hotel... Em sua mente o banheiro do hotel era agora um paraíso distante. Um lugar mágico e feliz onde ele se livraria de todo o seu sofrimento e angústia. Mas era tarde demais. A porcelana lisa e o papel higiênico macio estavam agora fora de seu alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua dor e seu desespero aumentavam exponencialmente a cada segundo. Pedia para sua mãe leva-lo a QUALQUER banheiro, em QUALQUER lugar. Usaria o banheiro mais sujo e cheio de bosta se apenas se visse na oportunidade de usá-lo. Mas não. Rejeitara o banheiro do hotel e como castigo ficaria sem banheiro nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais já estavam preocupados, tinham que fazer alguma coisa, mas simplesmente não havia banheiro por perto. Então o pai o levou para trás de umas pedras grandes. De um lado havia mato e muitas árvores, do outro pedras grandes. Era um lugar bem escondido, então foi lá que o garoto se redimiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitou aquele banheiro improvisado e sentiu-se no trono de um rei. Aliviou-se e a dor e o sofrimento tornaram-se não mais do que memórias tristes. Os pássaros cantaram alegremente. O sol brilhava e a água da cachoeira caía límpida. Era o paraíso perdido, recuperado. E depois daquele dia nunca mais rejeitou banheiro algum, e passou a respeitá-los, pois descobrira sua profunda importância.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1218462128043342451-5551857081231020214?l=nenhumdenosvalenada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/feeds/5551857081231020214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1218462128043342451&amp;postID=5551857081231020214&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5551857081231020214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1218462128043342451/posts/default/5551857081231020214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nenhumdenosvalenada.blogspot.com/2008/02/uma-histria-de-infncia.html' title='&quot;Uma história de infância&quot;'/><author><name>Nenhum de Nós Vale Nada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14014945314486395888</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
